Mato Grosso
Comissão de Agropecuária aprova oitiva com superintendente do Incra para o dia 22
Mato Grosso
O requerimento foi votado durante a 3ª reunião extraordinária, realizada na manhã de hoje (15)
Da Redação
Para discutir a situação dos processos de regularização fundiária e uma possível parceria a fim de dar celeridade na análise dos documentos, a Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e Regularização Fundiária aprovou a convocação do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marcos Vieira da Cunha, o coronel Cunha, para o próximo dia 22. “Queremos saber o que esta sendo feito e como podemos ajudar a agilizar os processos. A intenção é resolver esse problema tão antigo no estado”, afirmou o presidente da comissão, primeiro-secretário da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM). O requerimento foi votado durante a 3ª reunião extraordinária, realizada na manhã de hoje (15).
Os deputados também analisaram 12 matérias, entre projetos de lei e processos envolvendo o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). Além do presidente, também participaram da reunião híbrida (presencial e remota) os deputados Valdir Barranco (PT), Nininho (PSD), e Xuxu Dal Molin (PSC), todos membros da comissão.
Botelho destacou que o principal objetivo é conhecer as dificuldades e ajudar nos trabalhos da para dar agilidade na análise do grande número de processos pendentes de decisões que ainda precisam de um parecer no Incra. “Temos um grande objetivo, que é zerar a questão de regularização fundiária em Mato Grosso. Existem grandes áreas que são federais e os estudos estão a cargo do Incra. Então esse encontro é para esclarecer sobre o andamento dos trabalhos, inclusive dentro da perspectiva do programa Terra Legal, do governo federal, que tem dado impulso para essa regularização”, defendeu. Botelho ainda adiantou que a comissão estuda a possibilidade de fazer uma parceria para destinar orçamento e disponibilizar apoio na estrutura técnica e de pessoal para ajudar nos trabalhos, assim como foi feito com o Intermat.
Entre as demais matérias analisadas estão os processos nº 659/2021, nº 1523/2020, nº 656/2021 e nº 663/2021, de autoria da Intermat, que determinam a regularização de terras em municípios ao norte do estado e que receberam pedido de vista do deputado Valdir Barranco (PT) para encaminhamento ao Incra quanto à análise técnica sobre as delimitações com terras da União. “Já estive na Superintendência Regional do Incra e conheço os riscos de se certificar um imóvel particular, que está próximo de terras federais e que não teve a demarcação correta dos seus limites, para não haver sobreposição, o que pode gerar um futuro questionamento ou cancelamento das certificações”, explicou.
O pedido foi acatado pelo grupo que também aprovou um encaminhamento para oficiar ao órgão que todos os processos que pedem certificação de terras no norte do estado ou próximos da fronteira com a Bolívia já venham para apreciação com o parecer técnico estabelecendo os limites para que não haja sobreposição.
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Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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