Mato Grosso

Com Meraldo e Clodoaldo de fora, grupos já se articulam para outra eleição

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

“Assim como os adversários já diziam, se depender dos processos envolvendo o nome de Meraldo Sá, nem na próxima encarnação, ele terá condições jurídicas para assumir uma mandato eletivo”, esta frase está sendo declarada por várias pessoas, na cidade de Acorizal, depois que o Tribunal Regional Eleitoral, cassou o registro da sua candidatura.

Devido as investigações e os inúmeros processos que caracterizam atos de improbidade administrativa, o popular “desvio de recurso público”, envolvendo o nome de Meraldo Sá, como agente público, desde o período que exerceu mandato de vereador, na Câmara Municipal de Acorizal, há mais de uma década, que seu nome vem sendo envolvido em escândalos.

De acordo com populares, a decisão judicial foi mais uma benção de Nossa Senhora de Brotas, para livrar o município do que poderia vir nos próximos quatro anos.

“O julgamento ocorreu no mesmo momento em que Meraldo Sá estava sendo diplomado. Com isso, o diploma do ex-deputado será anulado”.  

“Ele já devia para muita gente aqui, agora com esta eleição, ficou devendo muito mais, a Prefeitura era simplesmente para tirar ele da lama”, disse um credor, que é morador de Acorizal e pediu para não ser identificado.

O registro da candidatura de Meraldo foi cassado praticamente por unanimidade, foram 7 votos a 1, a favor da cassado, o que tirou definitivamente oportunidade deste político exercer qualquer cargo eletivo nos próximos anos.

Foto: Facebook

“Maldo Sá e Adão Neponuceno já confirmaram que se ocorrer outra eleição, eles serão novamente candidatos com a mesma chapa. Por outro lado, Dr. Hernandes disse que o grupo vai avaliar a possibilidade de uma disputa”.

Foto: Dr. Hernandes

Novas eleições.

Como o atual prefeito de Acorizal, Clodoaldo Monteiro, que foi candidato a reeleição, com uma candidatura também sub judice, devido os problemas jurídicos semelhantes aos de Meraldo Sá, o popular “farinha do mesmo saco”, mesmo com a “máquina na mão”, perdeu por quase dois mil votos de diferença, “uma verdadeira lavada”, ficando em segundo lugar, não tem condições de ser diplomado, e consecutivamente assumir o mandato.

“Pau que bate em Chico é o mesmo que bate em Francisco”.

Hoje, boa parte da população de Acorizal está agradecendo o membros do TRE-MT, por terem livrado da administração pública dois acusados de corrupção de uma vez só.

O juiz Fábio Henrique alegou que não caberia à Justiça Eleitoral fazer o marco temporal de quando se iniciou o cumprimento da pena. Ele foi acompanhado pelos juízes Bruno Marques, Gilberto Bussiki, Sebastião Barbosa, e pelos desembargadores Sebastião Monteiro e Gilberto Giraldelli.  

Meraldo foi condenado por improbidade administrativa em uma ação do Ministério Público, que o acusou de ter realizado despesas não autorizadas quando era vereador em Acorizal, entre 2001 e 2012.

Clodoaldo Monteiro além das inúmeras investigações, processos e denúncias, ainda teve problemas com o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, quando teve suas contas reprovadas, a decisão foi seguida pelos vereadores da Câmara Municipal de Acorizal, o fato deixou o prefeito inelegível pelos próximos anos.

Desta forma, como o primeiro colocado na eleição 2020 de Acorizal não pode assumir, e o segundo colocado também não pode, especialista defende que devido a falta de coeficiente eleitoral, uma segunda eleição deverá ser realizada no município.

Muitas pessoas já estava tendo pesadelos, com a possibilidade de Clodoaldo Monteiro permanecer no cargo, porém a Justiça está tornado o sonho em realidade, já que advogados informaram que o princípio do mantado de 2021, quem deverá comandar o município será o presidente eleito da Câmara Municipal.

Será que a disputa da Mesa Diretora via continuar no mesmo rito, ou os planos já mudaram em poucas horas?

 

 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA