Mato Grosso

“Birra da base” faz oposição ganhar espaço e ameaça hegemonia política de Emanuel com a eleição da Mesa

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Da Redação

Seguindo o mesmo rito, compasso ou andamento da campanha eleitoral para prefeito de Cuiabá, em 2020, o poder executivo com a máquina nas mãos, não acredita ser “batido”, porém no 1º turno, foi derrotado pelo candidato da oposição, desta forma, teve que mudar as estratégias, e contar com os erros do adversário para vencer no 2º turno.

Na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, a semelhança não parece ser mera coincidência com a de prefeito da Capital, já que devido os irredutíveis vereadores considerados da base, não querem perder a oportunidade de comandar por dois anos, o poder legislativo municipal.

Nomes como dos vereadores, Adevair Cabral (PTB), Michelly Alencar (DEM), Diego Guimarães (Cidadania), Demilson Nogueira (PP) e Renivaldo Nascimento (PSDB), estão sendo cotados para disputarem a presidência da Casa de Leis.

Foto: Camaracba

“Adevair estaria dizendo que tem grupo forte, e que se não for ele, não vota em mais ninguém”.

De acordo com informações de bastidores, os irredutíveis da base, que antes eram visto como uma excelente colaboração, colocando seus nomes a disposição na disputa, agora viraram um verdadeiro problema, já que ninguém quer recuar, abrir a vez para apoiar aquele, que tem melhores condições de agregar apoio.

Foto: câmara CBA

“Para Renivaldo, ele tem melhores condições, por isso não recuaria da sua candidatura”.

Por outro lado, as informações dos corredores da Câmara Municipal, dizem que a oposição está agindo com destreza, conseguindo ampliar o arco de aliança, com muito mais eficiência que o esperado, vale ressaltar, que a eleição da Mesa não tem 2º turno, para a base aliada tentar reverter a situação.

Hoje, o resultado da eleição da Mesa, implica diretamente nas eleições de 2022, já que se os projetos do prefeito reeleito, não conseguirem atingir as expectativas populares, e cumprir compromissos e promessas de campanha, a aprovação ou reprovação popular do postulante, não o credenciará para uma nova disputa eleitoral, ainda mais no âmbito estadual.

Desta forma, a oposição que é formada por pessoas detentoras de conhecimento, e bem instruídas, está agindo e ganhando espaço, as mudanças das “peças”, apontam que o grupo já tem há um certo tempo, um único nome sendo trabalhado, que neste caso não é segredo para ninguém, que o vereador reeleito, Diego Guimarães tem intenções de comandar a Casa de Leis.

Foto: camaracba

“O nome de Diego Guimarães, por bom senso já seria unanimo no grupo da oposição”.

Com apoios internos e externos, restando poucos dias para eleição da Mesa, a reta final promete “sacudir” os bastidores da política da Capital, resta saber se a oposição vai cometer o mesmo erro da última disputa eleitoral, consagrando o prefeito Emanuel Pinheiro, no estrategista político do ano, ou vão reverter a situação, com ações que podem beneficiar diretamente o grupo nos próximos dois anos.

Foto: Prefeitura CBA

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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