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Após dois anos de espera, pacientes são operados de vesícula e hérnia em mutirão

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Da Redação

Durante o sexto mutirão de atendimentos, realizado neste sábado (26.10), no Hospital Estadual Santa Casa, cerca de 40 pacientes de 11 municípios diferentes de Mato Grosso foram operados de vesícula e hérnia, após quase dois anos de espera na lista do Sistema de Regulação.

Os pacientes foram internados na sexta-feira (25.10) para a realização dos procedimentos cirúrgicos de vesícula e hérnia umbilical e epigástrica. Eles são dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Brasilândia, Santo Antônio do Leverger, Poconé, Tapurah, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Sinop, Jangada e Aripuanã.

Para Neolton Gomes Rodrigues, de 53 anos, este foi um dia de alívio e alegria. Ele é Apoio Técnico na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e sempre sentia um desconforto na hora de executar suas atividades, que, na maioria das vezes, são braçais, o que prejudicava sua hérnia umbilical.

“Eu trabalho com peso e senti meu umbigo maior. Fui ao médico no posto de saúde e ele me encaminhou para a [antiga] Santa Casa. Fiz todos os procedimentos e fiquei esperando a cirurgia, ai foi quando a Santa Casa [de Misericórdia de Cuiabá] entrou de greve. Então, nessa semana, ligaram para mim [do Hospital Estadual Santa Casa]. Vim fazer os exames e hoje estou pronto para ser operado”, comemora Nelton.

A proposta do mutirão é proporcionar o mesmo alívio que Nelton sentiu a outros pacientes que aguardam há anos por um procedimento cirúrgico, conforme explica o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. O gestor ainda ressalta que, além do Hospital Estadual, a equipe da secretaria está trabalhando para intensificar os trabalhos de todos os Hospitais Regionais de Mato Grosso.

“É sempre um desconforto para quem tem uma enfermidade e não consegue solucioná-la ao longo de dois ou três anos. A gente nota a felicidade e o alívio das pessoas que saem daqui depois de passar por tanto tempo aguardando por essa operação. Nossa equipe está debruçada, neste momento, planificando um programa intenso de cirurgias eletivas também de alta complexidade para que a gente possa estabelecer um cronograma e diminuir substancialmente o sofrimento daqueles que aguardam por uma cirurgia”.

O secretário afirma que as ações estão sendo potencializadas gradativamente pela atual gestão. “Acabamos de finalizar mais uma ação de reforma completa do Hospital Estadual Santa Casa e não vamos parar de fazer os investimentos necessários para melhorar não apenas este hospital. Hoje estamos com obras acontecendo no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, no Hospital Regional de Sinop e Rondonópolis; lançamos um edital de investimento de R$ 9 milhões para reforma do Hospital Regional de Sorriso. Vamos fazer uma grande revolução na qualidade do serviço de saúde no estado de Mato Grosso”, diz o secretário.

Para a diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Danielle Carmona, os mutirões são gratificantes porque há uma demanda reprimida por espera de cirurgias eletivas no Estado. “Muitas das vezes, são procedimentos de média complexidade em que pacientes estão aguardando desde 2017. São pacientes que tem a sua rotina diária interrompida já que uma vez ou outra eles precisam ir no pronto atendimento para aliviar a dor. Então, com os mutirões, nós estamos realizando os procedimentos cirúrgicos nos pacientes e devolvendo a eles a qualidade de vida”, pontua Danielle.

Preparo psicológico

O fato de estarem esperando há dois anos pela cirurgia e a ansiedade pelo momento podem contribuir para o nervosismo e, consequentemente, aumento da pressão arterial – o que, segundo a psicóloga do Hospital Estadual, Fernanda Borges, é prejudicial no momento da operação. Para minimizar o impacto da ansiedade, a profissional prepara os pacientes psicologicamente com técnicas de relaxamento.

“São técnicas de relaxamento como respiração e desmistificação dessas fantasias de pensamentos ruins, que podem trazer ansiedade, alterando a pressão e até a diabetes”, explica Fernanda, que também conta que os pacientes chegam na sala do pré cirúrgico curiosos com o que pode acontecer.

“São muitos questionamentos e a gente minimiza respondendo às questões e fazendo um relaxamento prévio para que eles se distraiam”, conta.

Os mutirões 

Este é o sexto mutirão que o Hospital Estadual Santa Casa realiza desde a sua reativação. Por meio das ações, 48 pacientes foram submetidos a cirurgia de vesícula e, na área de pediatria, cerca de 40 crianças foram operadas de fimose e hérnia inguinal. O mais recente mutirão atendeu 285 pacientes que passaram por consultas em mastologia e, conforme indicação médica, realizaram os exames de mamografia e ultrassonografia.

A realização dos procedimentos cirúrgicos integra o plano estratégico de atendimentos do hospital. A oferta desses serviços tem o objetivo de reduzir substancialmente a fila de espera de todos que aguardam por procedimentos cirúrgicos.

Fonte: Secom-VG   /   Fotos: Secom-VG

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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