Esporte
São Paulo vence o Talleres-ARG e assume liderança do grupo na Libertadores
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O Tricolor iniciou a partida pressionando o adversário, criou boas chances e conseguiu levar perigo ao gol da equipe argentina.
A primeira oportunidade de abrir o placar aconteceu aos 7 minutos, quando Welington, em jogada pela esquerda, cruzou na área, mas o goleiro defendeu. Aos 27, Welington recebeu um passe preciso e cruzou para Luciano, que finalizou por cima do gol.
No final da etapa inicial, aos 42, Nestor recebeu do lado esquerdo, protegeu a bola e foi derrubado pelo marcador dentro da área. O árbitro marcou pênalti e, na cobrança de Lucas, o goleiro se adiantou e defendeu. A arbitragem mandou voltar e, então, o camisa 7 converteu e abriu o placar para o São Paulo, aos 48.
Na volta do intervalo, aos 15, Nestor chegou pela esquerda e cruzou para Luciano bater de primeira e ganhar escanteio para o Tricolor. Aos 28, Igor Vinícius recebeu um ótimo passe de Alisson, mas chutou para fora. Aos 45, após cobrança de lateral de Igor Vinícius, Luciano dominou, deu uma caneta no adversário e soltou uma bomba para sacramentar a vitória tricolor.
As duas equipes já estavam classificadas para as oitavas de final e disputavam a liderança do grupo B. Com o resultado, o São Paulo assume o primeiro lugar, com 13 pontos.
Após duas semanas de paralisação, em razão das enchentes do RS, o Brasileirão retorna neste fim de semana e a próxima partida do Tricolor será contra o Cruzeiro, no domingo (02), às 18h30, no MorumBIS.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 x 0 TALLERES-ARG
Local: MorumBIS, em São Paulo (SP)
Data: 29/05/2024 (quarta-feira)
Horário: 21h30
Gols: Lucas (48/1) e Luciano (45/2).
Cartões amarelos | São Paulo: Welington (3/1), Calleri (18/2) e Igor Vinícius (49/2).
Cartões amarelos | Talleres: Barticciotto (13/1), Lucas Suárez (51/1), Portilla (10/2) e Portillo (49/2).
Cartão vermelho | São Paulo: Navarro (48/2).
Público: 56.162
Renda: R$ 5.153.140,00
Árbitro: Jhon Ospina (COL)
Assistentes: David Fuentes (COL) e Mayra Sanchez (COL)
Quarto árbitro: Maria Daza (COL)
SÃO PAULO: Rafael; Igor Vinícius, Arboleda, Alan Franco e Welington (Patryck 36/2); Alisson e Bobadilla (Luiz Gustavo 29/2); Rodrigo Nestor (Erick 36/2), Lucas (Michel Araujo 29/2), Luciano e Juan (Calleri 12/2). Técnico: Luis Zubeldía.
TALLERES-ARG: Guido Herrera; Gastón Benavídez, Portillo, Mantilla, Lucas Suárez (Bustos 40/2) e Navarro; Portilla (Galarza 31/2) e Ramón Sosa; Valentín Depietri (Alejandro Martínez 9/2), Federico Girotti e Barticciotto (Rubén Botta 8/2). Técnico: Wálter Ribonetto.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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