Esporte
São Paulo vence o Santos no Morumbis e reage no Paulistão
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O São Paulo conquistou sua primeira vitória em clássicos da temporada ao bater o Santos por 2 a 0 na noite deste sábado (31.01), no Morumbis, em partida válida pela sexta rodada do Campeonato Paulista. O Tricolor soube aproveitar a expulsão de Gabriel Menino ainda no primeiro tempo para construir o resultado com gols de Tapia e Luciano.
A vitória representa um alívio significativo para o São Paulo, que vinha de três rodadas sem vencer no Paulistão, acumulando um empate e duas derrotas. Com os três pontos, a equipe se distanciou da zona de rebaixamento (Z2), subindo para a 11ª colocação e igualando a pontuação do Primavera, o primeiro time dentro da zona de classificação para o mata-mata, ambos com sete pontos.
Para o Santos, a derrota amplia uma sequência negativa de seis jogos sem vitória na temporada, com três empates e três derrotas. O Peixe caiu para a 12ª posição na tabela, com seis pontos. A primeira equipe no Z2, o Noroeste, soma quatro pontos e ainda não entrou em campo nesta rodada.
O jogo
O clássico começou com o Santos criando a primeira chance perigosa, em cabeceio de Schmidt que passou por cima do gol de Rafael. O São Paulo respondeu aos 23 minutos com uma jogada entre Marcos Antônio e Enzo Díaz, que culminou em um lance anulado por impedimento após tentativa de Tapia.
Aos 26 minutos, Danielzinho lançou Tapia em velocidade, que finalizou cruzado para fora, perdendo uma boa oportunidade. Pouco depois, Enzo Díaz cruzou para Bobadilla, que finalizou no canto esquerdo, com a bola passando muito perto da trave. Aos 45 minutos, Marcos Antônio tentou de fora da área, mas Brazão defendeu sem sustos.
O ponto de virada da partida ocorreu quando Gabriel Menino foi expulso, deixando o Santos com um jogador a menos e alterando o panorama tático do confronto.
Segundo tempo
Na segunda etapa, o São Paulo voltou determinado a capitalizar a vantagem numérica. Logo no início, Lucas acionou Luciano, que teve o chute bloqueado pela zaga. No rebote, Marcos Antônio também teve a finalização travada, mas a bola sobrou para Tapia, que chutou para o gol. O desvio na defesa santista enganou o goleiro, e a bola foi para o fundo das redes, abrindo o placar para o Tricolor.
A vantagem foi ampliada aos 10 minutos. Marcos Antônio fez um lançamento preciso para Luciano, que finalizou de primeira dentro da área, marcando o segundo gol do São Paulo e consolidando a vitória. O Santos tentou reagir aos 15 minutos com Rony, que arriscou uma bicicleta para fora. O São Paulo quase fez o terceiro com Danielzinho, e Barreal, do Santos, exigiu defesa de Rafael.
Próximo confronto: reedição do clássico pelo Brasileirão
O próximo encontro entre as equipes será na segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
Santos x São Paulo
- Data e horário: 04/02 (quarta-feira), às 20h (de Brasília)
- Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| São Paulo 2 x 0 Santos | |
| Competição | Campeonato Paulista (Sexta Rodada) |
| Local | Morumbis, em São Paulo (SP) |
| Data | 31 de janeiro de 2026 (sábado) |
| Horário | 20h30 (de Brasília) |
| Público | 49.605 pessoas |
| Renda | R$ 2.305.166,00 |
| Gols do São Paulo | Tapia, aos 5′ do 2ºT; Luciano, aos 10′ do 2ºT |
| Cartões Amarelos | São Paulo: Enzo Díaz e Sabino Santos: Miguelito, Gabriel Menino, Rony e Escobar |
| Cartões Vermelhos | Gabriel Menino, aos 36′ do 1ºT (Santos) |
| Árbitro | João Vitor Gobi |
| Assistentes | Evandro de Melo Lima e Leandro Matos Feitosa |
| VAR | Adriano de Assis Miranda |
| Escalação São Paulo | Rafael; Alan Franco, Arboleda e Sabino (Wendell); Maik, Bobadilla, Marcos Antônio, Danielzinho (Pablo Maia) e Enzo Díaz (Lucas); Luciano (Ferreirinha) e Tapia (Calleri). |
| Técnico São Paulo | Hernán Crespo |
| Escalação Santos | Brazão; Igor Vinícius (Mayke), Zé Ivaldo, Adonis Frías e Vinícius Lira; João Schmidt, Gabriel Menino e Miguelito (Rony); Rollheiser (Zé Rafael), Barreal (Escobar) e Gabigol (Lautaro Díaz). |
| Técnico Santos | Juan Pablo Vojvoda |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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