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São Paulo vence o Coritiba com time reserva no Brasileirão

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O São Paulo mostrou que seu elenco tem muito mais profundidade do que se imaginava. Mesmo com uma formação alternativa, o Tricolor foi até o Couto Pereira na noite desta quarta-feira, enfrentou um Coritiba valente, e voltou para casa com três pontos preciosos. A vitória por 1 a 0, garantida por Cauly em cobrança de pênalti no início do segundo tempo, colocou a equipe de Luis Zubeldía na liderança do Campeonato Brasileiro, ainda que de forma provisória.

Com 10 pontos em quatro jogos, o São Paulo agora seca seus rivais. Para seguir no topo da tabela após o término da rodada, o time precisa torcer por um empate ou derrota do Palmeiras, que enfrenta o Fluminense ainda nesta quarta, além de um tropeço do Bahia. Mesmo com a indefinição, a campanha impressiona: são três vitórias e um empate, oito jogos de invencibilidade na temporada e uma defesa sólida, que mais uma vez não foi vazada.

Do lado paranaense, o Coritiba de Fernando Seabra amarga a segunda derrota no campeonato. Com quatro pontos, o Coxa ocupa a 11ª posição e sente o peso das oportunidades perdidas, especialmente no primeiro tempo, quando pressionou e acertou a trave com Lucas Ronier nos acréscimos.

O jogo

A partida começou em ritmo acelerado, com o Coritiba mostrando disposição para surpreender o líder. Aos quatro minutos, Walisson arriscou de longe, mas mandou por cima. Aos oito, Lucas Ronier fez jogada individual e cruzou para Felipe Jonatan, que finalizou de primeira. Tolói salvou em cima da linha, evitando o gol.

O São Paulo demorou a se encontrar, mas aos 20 minutos teve sua primeira chegada. Cauly lançou Tapia, que tentou cruzar, mas a zaga desviou. Aos 26, Ferreira cruzou e Tapia cabeceou para fora. A melhor chance tricolor na etapa inicial veio aos 37, quando Maicon errou a saída de bola e Cauly roubou a cena. O meia serviu Ferreirinha, que bateu firme para excelente defesa de Pedro Morisco.

Nos acréscimos, o Coritiba esteve perto de abrir o placar. Lucas Ronier passou por Tolói, invadiu a área e acertou o travessão. No rebote, Pedro Rocha mandou para fora, desperdiçando a oportunidade mais clara do jogo.

Segundo tempo: pênalti definidor e chances perdidas

A etapa final começou com o São Paulo mais agressivo. Aos quatro minutos, Cauly cobrou escanteio, Tolói cabeceou e Pedro Morisco defendeu. No lance seguinte, Tapia tentou aproveitar o rebote e foi atingido pelo goleiro adversário, que saiu do gol para afastar de cabeça e acertou o atacante chileno. Após revisão do VAR, o árbitro Wilton Pereira Sampaio marcou pênalti. Na cobrança, Cauly mostrou frieza e deslocou o goleiro para fazer 1 a 0.

O gol acordou o Coritiba, que passou a pressionar em busca do empate. Aos 21 minutos, Calleri cruzou e Cauly quase ampliou, mas Pedro Rangel defendeu. Aos 29, Lavega cabeceou por cima, assustando Rafael. Aos 34, Lucas Ronier, novamente ele, driblou dentro da área e finalizou rente à trave esquerda. Foi o último suspiro do Coxa, que esbarrou na própria pontaria e na solidez defensiva são-paulina.

Próximos compromissos

As equipes agora viram a chave para as competições estaduais. O Coritiba terá pela frente o clássico contra o Corinthians, na Neo Química Arena, na quarta-feira (11), às 21h30, pela quinta rodada do Brasileirão.

Já o São Paulo volta suas atenções para o Campeonato Paulista. No domingo (1º), às 20h30, enfrenta o Palmeiras na Arena Barueri, em um Majestoso decisivo que vale vaga na final do estadual. A confiança da liderança e a invencibilidade serão trunfos para o time de Zubeldía.

FICHA TÉCNICA 

CORITIBA 0 X 1 SÃO PAULO 

Competição: Campeonato Brasileiro (quarta rodada)
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 25 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário: 19h30 (de Brasília)
Público: 27.515 pessoas
Cartões Amarelos: Walisson, Pedro Morisco, Breno Lopes e Lavega (Coritiba) / Djhordney, Alan Franco e Tolói (São Paulo)
Cartões vermelhos: Nenhum

Arbitragem 

  • Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
  • Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Leone Carvalho Rocha (GO)
  • VAR: Caio Max Augusto Vieira (GO)

GOL

  •  Cauly, aos 11′ do 2ºT (São Paulo)

Coritiba 

Pedro Morisco (Pedro Rangel); Tinga (JP Chermont), Jacy, Maicon e Felipe Jonatan; Walisson (Willian Oliveira), Vini Paulista (Lavega) e Josué (Fabinho); Lucas Ronier, Pedro Rocha e Breno Lopes.
Técnico: Fernando Seabra

São Paulo 

Rafael; Alan Franco, Arboleda e Tolói; Maik, Pablo Maia (Luan), Djhordney (Marcos Antônio), Cauly (Bobadilla) e Wendell; Ferreira (Calleri) e Tapia (Lucas).
Técnico: Hernán Crespo

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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