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São Paulo vence Novorizontino e terá Choque-Rei na semifinal do Paulistão

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O São Paulo garantiu sua vaga na semifinal do Campeonato Paulista nesta segunda-feira, ao vencer o Novorizontino por 1 a 0 no Morumbis, em partida válida pelas quartas de final. Com o resultado, o Tricolor enfrentará o Palmeiras na próxima fase, em um clássico Choque-Rei que promete fortes emoções.

A equipe comandada por Luis Zubeldía não teve uma atuação brilhante e encontrou dificuldades para criar oportunidades de gol. No entanto, a persistência foi recompensada no segundo tempo, com uma bela jogada que envolveu Oscar, Lucas e culminou com a finalização precisa de Calleri, garantindo a vitória e a classificação.

Clássico decisivo

A data, horário e local do Choque-Rei ainda não foram definidos, mas o mando de campo será do Palmeiras. Os detalhes serão divulgados após a realização do Conselho Técnico da Federação Paulista de Futebol (FPF). A tabela básica do Paulistão indica que as semifinais estão previstas para o próximo final de semana.

Despedida do Tigre

O Novorizontino se despede do Paulistão e agora volta suas atenções para a segunda fase da Copa do Brasil. O time enfrentará o Operário VG no próximo dia 11 de março, em Cuiabá.

O Jogo 

Os primeiros minutos da partida foram marcados por muita disputa e pouca técnica. O São Paulo encontrou dificuldades para impor seu ritmo de jogo, enquanto o Novorizontino chegou com perigo logo aos 11 minutos, em cabeçada de Patrick após cobrança de escanteio.

A primeira finalização do Tricolor só aconteceu aos 31 minutos, com Oscar chutando por cima do gol. Alisson teve a chance de abrir o placar aos 38, mas desperdiçou ao tentar rolar a bola para Calleri, permitindo a interceptação da defesa do Novorizontino. Léo Natel e Patrick Brey ainda assustaram o goleiro Rafael antes do intervalo.

No segundo tempo, o jogo continuou morno até os 15 minutos, quando Lucas cobrou falta e a bola desviou na barreira, passando perto do gol. Aos 17 minutos, o São Paulo aproveitou um vacilo da defesa do Novorizontino para marcar o gol da vitória. Enzo Díaz recuperou a bola, Oscar enfiou para Lucas, que ganhou na corrida e rolou para Calleri empurrar para o gol vazio.

O Novorizontino tentou reagir e levou perigo em cabeçada de César Martins aos 21 minutos. Nos minutos finais, o São Paulo administrou a vantagem e quase ampliou em chute de Alisson no travessão e em jogada individual de Ferreira.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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