Esporte
São Paulo goleia e encerra fase de grupos da Copinha com 100% de aproveitamento
Esporte
O São Paulo Futebol Clube confirmou seu favoritismo e encerrou a fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026 com uma campanha impecável. Na tarde deste sábado, o Tricolor Paulista, mesmo com um time misto, não tomou conhecimento do Real Soccer e aplicou uma goleada de 6 a 1 no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP), garantindo a liderança do Grupo 19. O destaque da partida ficou por conta de um golaço de bicicleta de Paulinho, que selou o placar.
Com este resultado, a equipe do Morumbi alcança nove pontos, com três vitórias em três jogos. Antes de superar o Real Soccer, o São Paulo já havia vencido o Maruinense por 2 a 0 na estreia e repetido o placar contra o Independente-AP. O Real Soccer, por sua vez, despede-se da competição com apenas um ponto conquistado.
O jogo
A partida começou com o São Paulo ditando o ritmo, demonstrando sua superioridade desde os primeiros minutos. Aos 9 minutos do primeiro tempo, Matheus Menezes aproveitou a indecisão da zaga adversária, girou com precisão dentro da área e finalizou forte para abrir o placar.
Após a parada técnica, o Real Soccer surpreendeu ao encontrar o empate. Pedro Henrique, com um belo chute de longa distância, acertou o canto do goleiro são-paulino, deixando tudo igual. No entanto, a reação do Tricolor foi imediata. Aos 31 minutos, Matheus Menezes, novamente ele, apareceu bem pela direita e completou de perna direita, sem chances para o goleiro, recolocando o São Paulo em vantagem.
No segundo tempo, o domínio são-paulino se intensificou. O terceiro gol demorou a sair, mas veio aos 26 minutos, quando Renan aproveitou uma sobra na área e balançou as redes. Quatro minutos depois, Felipe ampliou a vantagem com um golaço de falta, mostrando categoria na cobrança. Aos 38 minutos, Paulinho marcou seu primeiro gol na partida, fechando no segundo poste após um cruzamento da esquerda.
Mas o ápice do espetáculo ainda estava por vir. Já nos acréscimos, Paulinho protagonizou um lance digno de placa ao acertar um golaço de bicicleta, levando a torcida são-paulina ao delírio e fechando a conta em 6 a 1.
Próximos desafios
Classificado em primeiro lugar do seu grupo, o São Paulo avança para a próxima fase da Copinha. Seu adversário será a Portuguesa, em um clássico tradicional das categorias de base. A data e o horário do confronto serão divulgados em breve pela Federação Paulista de Futebol (FPF).
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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