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São Paulo empata sem gols com Internacional e mantém invencibilidade sob comando de Zubeldía

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O São Paulo enfrentou o Internacional nesta quinta-feira no estádio Heriberto Hulse, em Criciúma, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, em um jogo que terminou empatado sem gols. O Tricolor chegou a balançar as redes com Calleri no segundo tempo, porém o gol foi anulado pelo assistente e confirmado depois da revisão do VAR.

Com este resultado, o São Paulo mantém a invencibilidade sob o comando do técnico Luis Zubeldía, somando agora 11 jogos no total, com oito vitórias e três empates. A equipe paulista continua nas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro, além de estar classificada para as oitavas da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.

O próximo desafio do São Paulo será contra o Corinthians, no domingo, às 16h (horário de Brasília), na Neo Química Arena, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Já o Internacional enfrentará o Vitória no mesmo dia e horário, no Barradão, também pelo campeonato nacional.

Durante o jogo, o Internacional perdeu Alan Patrick logo aos três minutos, sendo substituído por Hyoran, o que impactou na criação de oportunidades de gol. A melhor chance da equipe gaúcha no primeiro tempo ocorreu com Thiago Maia, que mandou uma bela finalização para fora.

Já o São Paulo teve suas dificuldades para agredir o adversário, mas quase abriu o placar com uma finalização de Calleri, que acabou anulada por impedimento após revisão do VAR. Na etapa complementar, apesar da pressão são-paulina, o jogo terminou empatado sem gols.

Ambas as equipes tiveram dificuldades em criar chances claras de gol, e as substituições feitas pelos treinadores não surtiram grande efeito. Mesmo com oportunidades de gol para ambas as equipes, o placar permaneceu inalterado até o apito final.

Com o empate em Criciúma, o São Paulo agora se prepara para o clássico diante do Corinthians e buscará manter o bom desempenho nas competições em que está envolvido.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 0 X 0 SÃO PAULO

Local: estádio Heriberto Hulse, em Criciúma
Data: 13/06/2024
Horário: 20 horas
Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA – SC)
Assistentes: Alex dos Santos (SC) e Thiaggo Americano Labes (SC)
VAR: Gilberto Rodrigues Casto Júnior (PE)

Cartões amarelos: Fernando, Vitão, Bustos, Aránguiz, Bruno Gomes (Internacional); Luis Zubeldía, Luiz Gustavo, Galoppo, Calleri, Ferreirinha (São Paulo)

INTERNACIONAL: Fabrício; Bustos (Igor Gomes), Vitão, Fernando e Renê; Thiago Maia, Bruno Henrique (Gustavo Prado), Aránguiz (Bruno Gomes) e Wesley; Alan Patrick (Hyoran) e Lucca (Wanderson). Técnico: Eduardo Coudet.

SÃO PAULO: Jandrei; Igor Vinícius, Diego Costa, Alan Franco e Welington; Luiz Gustavo (Galoppo), Alisson e Lucas (André Silva); Luciano (Erick), Nestor (Ferreirinha) e Calleri (Juan). Técnico: Luis Zubeldía.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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