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Santos vence o Noroeste e fica perto da classificação no Paulistão

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Em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, o Santos FC venceu o Noroeste por 3 a 0, na Vila Belmiro, nesta quarta-feira (20.02). Os gols da partida foram marcados por Guilherme, artilheiro do campeonato com 10 gols, Tiquinho Soares e Thaciano.

Primeiro tempo

O Santos começou a partida pressionando o Noroeste, com boas chances criadas por Neymar e Guilherme. Aos poucos, o clima esquentou, com os jogadores do Noroeste cometendo mais faltas e irritando os santistas. Neymar chegou a se desentender com Rodolfo Filemon, e ambos foram amarelados.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, Guilherme abriu o placar aos 48 minutos, após receber cruzamento de JP Chermont.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, o Santos ampliou o placar logo aos 11 minutos, com Tiquinho Soares aproveitando rebote na área. O Peixe passou a administrar o resultado e, aos 32 minutos, Thaciano marcou o terceiro gol, após receber passe de Soteldo.

Nos minutos finais, o Santos controlou a partida e garantiu a vitória por 3 a 0.

Próximos jogos

Santos: O Peixe volta a campo no domingo, quando visita a Inter de Limeira, pela última rodada do Estadual, no Estádio Major José Levy Sobrinho, às 18h30 (de Brasília).
Noroeste: O Noroeste recebe a Portuguesa simultaneamente.

Classificação

Com a vitória, o Santos lidera o Grupo B com 15 pontos, seguido pelo Guarani, com 12. Red Bull Bragantino e Portuguesa completam o grupo, ambos com 11 pontos. Já o Noroeste está em terceiro lugar do Grupo C, com sete pontos, находясь na zona de rebaixamento.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 3 X 0 NOROESTE

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 19/02/2025
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Assistentes: Denis Matheus Afonso Ferreira e Enderson Emanoel Turbiani da Silva
VAR: Marcio Henrique de Gois
Cartões amarelos: Neymar, JP Chermont (Santos); Jonatas Paulista, Rodolfo Filemon, Pedro Felipe, Blade (Noroeste)
GOLS: Guilherme, aos 48 do 1ºT, Tiquinho Soares, aos 11 do 2ºT, e Thaciano, aos 32 do 2ºT (Santos)

SANTOS: Gabriel Brazão; JP Chermont, Zé Ivaldo, Gil (Luan Peres) e Escobar (Kevyson); João Schmidt (Rincón), Gabriel Bontempo (Diego Pituca) e Neymar (Thaciano); Soteldo, Tiquinho e Guilherme. Técnico: Pedro Caixinha

NOROESTE: Felipe Alves; Felipe Rodrigues (Cicinho), Maycon, Rodolfo Filemon e Maykon Jesus; Jonatas Paulista (Adriano), Dudu Miraíma, Denner (Matheus Blade), Thiago Lopes; Pedro Felipe (Jenison) e Carlão. Técnico: Alan Aal

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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