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Parabenizado por Putin, técnico da Rússia contém euforia após goleada em estreia

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Stanislav Cherchesov demonstra bom humor, mas mantém pés no chão: “Estamos aqui para fazer o nosso trabalho”

 

Da Redação

Com semblante tranquilo, relaxado e até arriscando algumas brincadeiras com os jornalistas, como na véspera da estreia, o técnico da Rússia, Stanislav Cherchesov, afirmou depois da vitória sobre a Arábia Saudita por 5 a 0, no estádio Luzhniki, em Moscou, que seu time sabia muito bem o que estava fazendo em campo. “Trabalhamos para estar aqui. Mas a Copa do Mundo está apenas começando. Já estamos concentrados na nossa partida contra o Egito”, afirmou o treinador, que, antes de ir para as entrevistas coletivas, recebeu uma ligação do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

“Era o chefe de Estado no celular. Ele me ligou para me dar os parabéns e também pediu para que eu repassasse isso para todos os jogadores do time. Apenas disse que estamos aqui para fazer o nosso trabalho”, afirmou o treinador.

Cherchesov foi questionado sobre como segurar a empolgação com a goleada na estreia. “Olha, como eu já disse, a Copa está apenas começando. Nós ganhamos de 5 a 0, mas poderíamos ter empatado em 1 a 1 e estaria a mesma coisa aqui. É um torneio e temos que somar pontos”, afirmou o treinador.

O técnico recebeu elogios de muitos jornalistas, boa parte deles de ex-países da extinta União Soviética, que aproveitavam o começo de suas perguntas para rasgar elogios ao seu trabalho. Em uma dessas perguntas, ele explicou a entrada do meio-camista Denis Cheryshev, que foi a campo no lugar de Dzagoev, que sentiu uma lesão na coxa esquerda ainda no primeiro tempo. De acordo com o treinador, Cheryshev entrou porque estava preparado.

“Conversei com ele ontem (quarta-feira). Falei sobre a possibilidade de termos que usá-lo nesse jogo. Não há nada demais. Eu o coloquei, como poderia ter colocado qualquer um dos 23 que estão aqui no grupo”, afirmou o técnico. “Nos próximos dias, o mundo todo vai falar que jogamos bem. Eu sei. O que eu posso falar? Jogamos bem sim. Mas já foi. Agora o campeonato continua para nós. Não há relaxamento, precisamos manter a concentração alta.”

Cheryshev nasceu na Rússia, mas formou-se como jogador profissional na Espanha porque seu pai, Dimitri Cheryshev, fez carreira jogando no país. Hoje, o jogador que marcou dois belos gols na estreia russa, em Moscou, atua no Villarreal.

No final da entrevista, o treinador elogiou muito o trabalho do técnico argentino Héctor Cúper, comandante do Egito, próximo adversário da equipe em jogo marcado para o dia 19. “É um excelente treinador. Sou um grande admirador do trabalho dele. Ainda não sabemos se Mohamed Salah vai jogar, mas estudados todos os nossos adversários e estamos preparados para qualquer jogo”, disse.

“As próximas partidas serão em estádios diferentes, em cidades diferentes. Demos um primeiro passo, claro, mas é preciso manter a calma. Repito. Foi apenas o primeiro jogo da Copa. Antes éramos criticados e eu sei que nós merecíamos isso. Mas estou feliz, jogamos bem”, finalizou o treinador.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Abedin Taherkenareh/EFE

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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