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Palmeiras goleia Vitória por 6 a 0 e mantém liderança impecável no Brasileirão Feminino

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Em uma partida de domínio absoluto, o Palmeiras feminino aplicou uma goleada de 6 a 0 sobre o Vitória neste domingo, no Allianz Parque, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. Com uma performance avassaladora, o Verdão segue com 100% de aproveitamento e se isola na ponta da tabela, enquanto as Leoas amargam a 14ª posição, ainda sem vitórias na competição.

Os gols da vitória palestrina foram anotados por Tainá Maranhão, Espinales, Bia Zaneratto, Gláucia, Carla Tays e Victória Liss, que celebrou seu retorno aos gramados em grande estilo.

Show de gols no primeiro tempo

O time paulista não demorou a mostrar sua superioridade, resolvendo a partida ainda na etapa inicial. Aos 12 minutos, Tainá Maranhão abriu o placar com um chute potente da entrada da área. Aos 25, Espinales aproveitou um cruzamento preciso de Gláucia e cabeceou com força para fazer o segundo. Apenas três minutos depois, Bia Zaneratto, com sua habitual frieza, recebeu dentro da área e finalizou de canhota, marcando o terceiro.

A pressão não cessou. Aos 34 minutos, após uma jogada de pivô de Bia Zaneratto, Gláucia ficou livre para chutar no canto direito da goleira Lorrana, ampliando para 4 a 0. O festival de gols continuou aos 42, quando Carla Tays, em uma jogada de escanteio, surgiu na segunda trave para cabecear e fechar o placar da primeira etapa em 5 a 0.

Retorno triunfal de Victória Liss

No segundo tempo, mesmo com o ritmo mais cadenciado, o Palmeiras ainda encontrou o caminho das redes. Aos 44 minutos, em um momento emocionante, Victória Liss, que retornava aos gramados após uma grave lesão no joelho sofrida em outubro de 2024, aproveitou um cruzamento e desviou de cabeça, marcando o sexto e último gol da partida e selando uma goleada inesquecível.

Classificação e próximos desafios

Com o quarto triunfo consecutivo, o Palmeiras chega aos 12 pontos, mantendo a liderança isolada e a confiança em alta no Brasileirão Feminino. Já o Vitória, que ainda busca sua primeira vitória e tem apenas um ponto, ocupa a delicada 14ª colocação.

As equipes agora voltam suas atenções para os próximos confrontos:

  • Palmeiras: Enfrentará o São Paulo em um clássico na sexta-feira, 27 de março de 2026, às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Marcelo Portugal, em Cotia (SP).
  • Vitória: Jogará em casa contra o Atlético-MG também na sexta-feira, 27 de março de 2026, às 15h (horário de Brasília), no Estádio Pituaçu, em Salvador (BA).

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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