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Palmeiras atropela o Atlético na Arena MRV com goleada histórica

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Em uma noite inspirada do Palmeiras e para esquecer do Atlético-MG, o Verdão aplicou uma sonora goleada por 4 a 0, nesta segunda-feira (17.06), na Arena MRV, em partida válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols da vitória alviverde foram marcados por Aníbal Moreno, Piquerez (de pênalti), Estêvão e Flaco López.

O jogo começou pegado, com boas chances para ambos os lados. O Verdão abriu o placar aos 24 minutos, com Aníbal Moreno aproveitando rebote na área. Aos 30, o clima esquentou quando Hulk recebeu dois amarelos em sequência por reclamação e foi expulso, deixando o Galo com um a menos.

Com a vantagem numérica, o Palmeiras dominou o segundo tempo. Aos 13 minutos, Piquerez converteu pênalti sofrido por Zé Rafael. A partir daí, o Verdão transformou a vitória em goleada. A jovem promessa Estêvão, em noite inspirada, marcou o terceiro após bela jogada individual. Já nos acréscimos, Flaco López fechou o placar, aproveitando cruzamento de Vanderlan.

Com o resultado, o Palmeiras quebra a invencibilidade do Atlético-MG em casa, além de subir para a quinta posição, entrando de vez na briga pelo título. Já o Galo, estacionado nos 13 pontos, precisa se reencontrar na competição.

Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o Red Bull Bragantino na quinta-feira (22), às 21h30, no Allianz Parque. No mesmo dia, mas às 18h30, o Atlético-MG busca a recuperação contra o Vitória, no Barradão.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 0 X 4 PALMEIRAS

Local: Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)
Data: 17 /06/2024
Hora: 20;30 horas
Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (Fifa/PE)
Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (Fifa/CE) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
Cartão vermelho: Hulk (Atlético-MG)
Cartões amarelos: Igor Rabello, Hulk, Gustavo Scarpa e Zaracho (Atlético-MG); Piquerez, Aníbal Moreno, Rony e Estêvão (Palmeiras)

GOLS: Aníbal Moreno (aos 24 minutos do 1°T), Piquerez (aos 14 minutos do 2°T), Estêvão (aos 16 minutos do 2°T) e Flaco López (aos do 2°T)

ATLÉTICO-MG: Matheus Mendes; Saravia, Bruno Fuchs, Igor Rabello (Alisson) e Rômulo; Zaracho (Pedrinho), Igor Gomes, Gustavo Scarpa (B. Palacios); Cadu (Alan Kardec), Paulinho e Hulk. Técnico: Gabriel Milito

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Murilo, Naves e Piquerez (Vanderlan); Aníbal Moreno (Fabinho), Zé Rafael e Raphael Veiga; Lázaro (Gabriel Menino), Estêvão (Mayke) e Rony (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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