Esporte
Inter abre vantagem e sai na frente por vaga na final do Gauchão
Esporte
Jogando fora de casa, o Internacional conquistou uma importante vitória neste sábado (22.02), sobre o Caxias por 2 a 0, abrindo uma boa vantagem para buscar a classificação para a final do Campeonato Gaúcho. A partida, disputada no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, teve dois gols de Vitinho, garantindo o triunfo colorado.
A torcida colorada compareceu em grande número e apoiou o time do início ao fim. Com muita garra e determinação, o Inter superou o Caxias e agora leva a vantagem para o jogo de volta, que será disputado no Beira-Rio, no dia 1º de março.
O jogo
O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio e poucas emoções. O Inter tentou impor seu ritmo, mas a defesa do Caxias se mostrou bem postada, dificultando as ações ofensivas coloradas. Aos 12 minutos, Bruno Henrique lançou Enner Valencia, e Alisson quase marcou contra. O Caxias respondeu aos 32, com Vini Guedes, mas Anthoni fez a defesa.
Na segunda etapa, o Inter voltou com mais intensidade e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos. Bruno Henrique fez um lindo lançamento para Braian Aguirre, que cruzou rasteiro para Vitinho. O atacante cortou o marcador e chutou com precisão, marcando um belo gol.
O segundo gol veio logo em seguida. Após uma bela troca de passes, Braian Aguirre lançou Bruno Henrique, que serviu Vitinho. O atacante invadiu a área e chutou cruzado, ampliando a vantagem colorada.
Próximo desafio
Com a vitória, o Inter leva uma boa vantagem para o jogo de volta, no Beira-Rio. A equipe colorada precisa de um empate para garantir a vaga na final do Campeonato Gaúcho.
FICHA TÉCNICA
CAXIAS 0 X 2 INTERNACIONAL
Local: Centenário-RS.
Data: 22/02/2025
Hora: 19h (de Brasília)
Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves de Lima, auxiliado por Lucio Beiersdorf Flor e Michael Stanislau. Quarto Árbitro: Eduardo Fernandes Bastos. VAR: Anderson da Silveira Farias.. Cartões amarelos: Lucas Cunha (Caxias). Bernabei (Internacional). Gols: Vitinho, aos 21’/2ºT e 26’/2ºT (Internacional).
Caxias: Victor Golas; Ronei (Thiago Ennes), Alisson, Lucas Cunha e Kelvyn; Vini Guedes, Mantuan (Paulinho Souza), Nicholas, Tomas Bastos e Calyson (Iago); Richard. Técnico: Luizinho Vieira.
Internacional: Anthoni; Aguirre, Vitão, Victor Gabriel e Bernabei; Fernando, Bruno Henrique (Ronaldo), Vitinho (Lucca), Carbonero (Ramon) e Wanderson (Gustavo Prado); Enner Valencia. Técnico: Roger Machado.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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