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Hamilton vence GP da França com facilidade e amplia vantagem na Fórmula 1

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Sem sofrer ameaças, britânico vence de ponta a ponta e chega ao 79º triunfo na categoria

 

Da Redação

Lewis Hamilton cruzando a linha de chegada em primeiro: a cena mais vista neste ano na Fórmula 1 voltou a se repetir neste domingo. O piloto dominou a corrida em Le Castellet de ponta a ponta, e venceu o GP da França com tranquilidade, conquistando seu sexto triunfo em 2019, o 79º na carreira.

O piloto inglês, que ampliou ainda mais sua vantagem na liderança do Mundial de Pilotos, teve uma largada tranquila, não foi ameaçado por nenhum piloto e manteve a ponta até o final da corrida, que foi pouco movimentada e sem emoções.

“Eu tenho corrido há muito tempo, mas nunca parece o bastante. Não poderia fazer o que faço sem esse time incrível. Estamos fazendo história juntos”, festejou o pentacampeão mundial, que caminha a passos largos para seu sexto título.

O finlandês Valtteri Bottas foi o segundo e a Mercedes conseguiu mais uma dobradinha, a sexta em oito corridas em 2019. O monegasco Charles Leclerc colocou a Ferrari na terceira posição e completou o pódio. O holandês Max Verstappen, da Red Bull, chegou em quarto, logo à frente de Sebastian Vettel, da Ferrari.

O alemão, que havia sido o primeiro no GP do Canadá, mas foi punido e acabou ficando com o segundo posto, mostrou arrojo para sair do sétimo lugar e terminar a corrida em quinto. De quebra, com pneus macios, levou um ponto extra pela melhor volta no circuito de Paul Ricard.

A McLaren teve seus dois carros na zona de pontuação. O espanhol Carlos Sainz fechou a corrida em sexto e o inglês Lando Norris, que teve problemas mecânicos nas voltas finais, em fechou o top 10. O sétimo foi o australiano Daniel Ricciardo, da Renault, seguido do finlandês Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, e do alemão Nico Hülkenberg, também da Renault.

Após oito etapas, Hamilton lidera o Mundial com 187 pontos, agora com 36 pontos de vantagem para Bottas, o segundo colocado. Com 100 pontos, Sebastian Vettel permanece em terceiro, com 111 pontos.

A próxima corrida da Fórmula 1, a nona de um total de 21 nesta temporada, será o GP da Áustria, marcado para o próximo domingo, dia 30.

Confira a classificação do GP da França:

1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 1h32min764

2) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 18s056

3) Charles Leclerc (ALE/Ferrari), a 18s985

4) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 34s905

5) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 62s796

6) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren), a 95s462

7) Daniel Ricciardo (AUS/Renault) a uma volta

8) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a uma volta

9) Nico Hülkenberg (ALE/Renault) a uma volta

10) Lando Norris (ING/McLaren), a uma volta

11) Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a uma volta

12) Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a uma volta

13) Lance Stroll (CAN/Racing Point), a uma volta

14) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a uma volta

15) Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), a uma volta

16) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

17) Kevin Magnussen (DIN/Haas), a uma volta

18) Robert Kubica (POL/Williams), a duas voltas

19) George Russell (ING/Williams), a duas voltas

Abandonou a prova:

20) Romain Grosjean (FRA/Haas).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/velocidade,hamilton-vence-gp-da-franca-com-facilidade-e-amplia-vantagem-na-formula-1,70002884158

Foto: Valdrin Xhemaj/EFE

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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