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Fortaleza vence Athletico-PR e derruba Furacão da liderança do Brasileirão

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Neste domingo (02.06), o Fortaleza conquistou uma vitória importante ao derrotar o Athletico-PR por 1 a 0, em partida válida pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio Presidente Vargas. Com o resultado, o Furacão perdeu a liderança do torneio, caindo para a quinta colocação.

Com a derrota, a equipe comandada por Cuca caiu para a quinta colocação, somando 13 pontos, um a menos que o líder Flamengo. O Leão do Pici, por sua vez, subiu para a 11ª posição, com 11 pontos.

O Fortaleza volta a campo pelo Brasileirão no próximo dia 13 de junho, às 21h30 (de Brasília), quando enfrenta o CRB na Arena Fonte Nova. Antes disso, o time cearense foca na final da Copa do Nordeste, também contra o CRB. Já o Athletico-PR enfrenta o Criciúma na mesma data, às 20h, na Ligga Arena.

O JOGO

Logo no primeiro lance, Breno Lopes obrigou o goleiro Bento a fazer uma excelente defesa. Pouco depois, o atacante tentou novamente de longe, mas mais uma vez parou nas mãos do arqueiro do Athletico-PR.

Jogando fora de casa, o Athletico-PR encontrou dificuldades para se impor. Aos 44 minutos da primeira etapa, Bento saiu mal em uma cobrança de escanteio, permitindo que Kuscevic cabeceasse para abrir o placar para o Fortaleza: 1 a 0.

No início do segundo tempo, Julimar teve uma chance de empatar, mas João Ricardo fez uma defesa crucial. Pouco depois, o Fortaleza respondeu com Breno Lopes, que finalizou com perigo, mas a bola passou rente à trave.

Aos 30 minutos, Erick soltou uma bomba e obrigou o goleiro do Fortaleza a fazer uma defesa espetacular. Na sequência, o Leão do Pici teve três oportunidades claras de matar o jogo, mas Moisés desperdiçou todas. Mesmo sob intensa pressão do Athletico-PR, os mandantes conseguiram segurar a vitória.

Essa vitória coloca o Fortaleza em uma posição mais confortável na tabela e aumenta as expectativas para a próxima rodada, onde o Leão do Pici buscará continuar sua ascensão no campeonato.

FICHA TÉCNICA

FORTALEZA 1 X 0 ATHLETICO-PR

Local: Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE)
Data:
02/06/2024
Horário: 18h30 horas
Árbitro: 
João Vitor Gobi (SP)
Assistentes: Neuza Ines Back (Fifa/SP) e Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP) 
VAR:
Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG)

Cartões amarelos: Pedro Augusto, Emmnanuel Martínez  e Yago Pikachu(Fortaleza); Felipinho, Madson, Zé Vitor e Christian (Athletico-PR)

Gol: Kuscevic, aos 44 minutos do 1ºT

Fortaleza: João Ricardo;Tinga, Kuscevic, Cardona e Felipe Jonatan (Bruno Pacheco);Pedro Augusto (José Welison), Hércules e Emmanuel Martínez; Breno Lopes (Moisés), Renato Kayzer (Lucero) e Machuca (Pochettino). Técnico: Juan Vojvoda

Athletico-PR: Bento; Madson, Kaíque Rocha, Thiago Heleno e Fernando (Mastriani); Erick, Felipinho (Di Yorio) e Christian (Zé Vitor); Nikão, Pablo (Julimar) e Canobbio (Zapelli). Técnico: Cuca

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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