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Fluminense perde mais uma e amarga a lanterna do Brasileirão

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O Fluminense sofreu uma derrota amarga por 1 a 0 para o Vitória, em pleno Maracanã, durante a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira (27.06). Com este resultado, a equipe baiana alcançou 12 pontos e conseguiu sair da zona de rebaixamento. Em contrapartida, o Tricolor das Laranjeiras permanece na lanterna da competição, com apenas seis pontos e acumulando cinco derrotas consecutivas. O gol decisivo foi marcado por Janderson nos minutos finais da partida.

Primeiro Tempo

O Vitória iniciou o jogo com uma postura ofensiva, criando duas boas oportunidades logo no começo. No entanto, a primeira chance clara foi do Fluminense, aos dez minutos, quando Keno fez uma bela jogada individual e obrigou o goleiro Lucas Arcanjo a fazer uma grande defesa.

Apesar da objetividade do Vitória, a equipe baiana falhava no último passe. O Fluminense, por sua vez, encontrava dificuldades na criação de jogadas, mas conseguiu assustar aos 35 minutos com um chute de Gabriel Pires. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Fluminense conseguiu equilibrar as ações e quase abriu o placar aos 43 minutos, quando Cano finalizou após um cruzamento, mas Lucas Arcanjo fez mais uma boa defesa. O primeiro tempo terminou empatado sem gols.

Segundo Tempo

Na segunda etapa, o Vitória voltou a assustar com duas boas chances de Matheusinho. Esses sustos fizeram o Fluminense reagir, e os tricolores passaram a pressionar mais. Aos seis minutos, Marcelo quase marcou, mas novamente Lucas Arcanjo salvou o Vitória.

Embora o Fluminense tivesse mais posse de bola, a equipe carioca sofria com os contra-ataques rápidos do Vitória. Ambas as equipes cometiam muitos erros no setor ofensivo. Em uma das melhores oportunidades, Terans arriscou de fora da área, mas a bola passou perto do gol.

Nos minutos finais, o Fluminense tentou aumentar a pressão, mas foi o Vitória que aproveitou os espaços deixados pela defesa tricolor. Em um contra-ataque rápido, Janderson recebeu um passe dentro da área e finalizou com precisão, sem chances para o goleiro Fábio, garantindo a vitória para os visitantes.

Próximos Confrontos

O Fluminense terá a difícil missão de enfrentar o Grêmio fora de casa na próxima rodada, enquanto o Vitória buscará manter o bom momento ao receber o Athletico-PR em Salvador. A derrota aumenta a pressão sobre o Fluminense, que precisa urgentemente de uma reação para sair da incômoda última posição na tabela.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 0 X 1 VITÓRIA

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 27/06/2024
Horário: 19 horas
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (Fifa-SP)
Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (Fifa-SE) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)
VAR: Wagner Reway (Fifa-ES)
Cartões amarelos: Gabriel Pires, Alexander e Samuel Xavier (Fluminense); Caio Vinícius (Vitória)

GOL: Janderson, aos 44min do segundo tempo (Vitória)

FLUMINENSE: Fábio, Samuel Xavier, Thiago Santos, Antônio Carlos e Marcelo (Diogo Barbosa); Martinelli (Renato Augusto), Gabriel Pires (Alexander) e Paulo Henrique Ganso (John Kennedy): Terans, Germán Cano e Keno (Douglas Costa). Técnico: Marcão

VITÓRIA: Lucas Arcanjo, Willean Lepo, Caio Vinícius, Wagner Leonardo e Pk (Raúl Cácares); Willian Oliveira, Luan Vinícius (Zé Hugo) e Léo Naldi; Jean Motta, Matheusinho (Jean Mota), Alerrandro (Janderson) e Osvaldo (Eric Castillo). Técnico: Thiago Carpini

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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