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Fluminense empata com Coritiba e perde vice-liderança no Brasileirão

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O Fluminense não conseguiu a vitória longe de seus domínios e empatou em 1 a 1 com o Coritiba, neste sábado, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto, realizado no Estádio Couto Pereira, viu John Kennedy salvar um ponto para o Tricolor carioca, que, com o resultado, perdeu a vice-liderança da competição.

Com o empate, a equipe carioca somou um ponto, atingindo os 20 pontos na tabela, e foi ultrapassada pelo São Paulo, que goleou o Cruzeiro também neste sábado e alcançou a mesma pontuação, levando vantagem nos critérios de desempate. Ambas as equipes agora estão dois pontos atrás do líder Palmeiras, que ainda joga neste domingo contra o Bahia. Já o Coritiba, com o resultado, chegou aos 15 pontos e mantém a sexta colocação.

O Jogo

A partida teve momentos de emoção e reviravolta. O Fluminense chegou a balançar as redes logo aos 16 minutos do primeiro tempo, com Kevin Serna. No entanto, a arbitragem de Rafael Rodrigo Klein, após consulta ao VAR, identificou uma falta de Rodrigo Castillo na jogada, anulando o gol e mantendo o placar inalterado.

O Coritiba foi quem abriu o marcador na segunda etapa. Aos 29 minutos, Lucas Ronier conduziu bem pela esquerda e cruzou na área para Tiago Cóser, que apareceu no segundo pau para finalizar e colocar o time paranaense à frente. A resposta do Fluminense veio aos 36 minutos: em um cruzamento de Guilherme Arana que a defesa não conseguiu afastar totalmente, John Kennedy aproveitou a sobra e cabeceou para o fundo das redes, garantindo o empate para o Tricolor.

Próximos desafios

Coritiba terá um difícil compromisso fora de casa no próximo domingo, 12 de abril de 2026, quando enfrentará o Botafogo no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, às 16h (de Brasília), pela 11ª rodada do Brasileirão.

Fluminense, volta suas atenções para a Copa Libertadores da América. Na próxima terça-feira, 7 de abril de 2026, o Tricolor embarca para Caracas, na Venezuela, para enfrentar o Deportivo La Guaira pela primeira rodada da fase de grupos do torneio continental. O jogo será às 19h (de Brasília) no Estadio Olimpico de la UCV.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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