Esporte
Fluminense atropela Volta Redonda e fica perto da final do Carioca
Esporte
O Fluminense deu um show de futebol neste domingo (02.03) e praticamente carimbou sua vaga na final do Campeonato Carioca. Jogando no Maracanã, o Tricolor não tomou conhecimento do Volta Redonda e aplicou uma sonora goleada de 4 a 0, no jogo de ida da semifinal do Carioca. Cannobio, com dois gols, Arias e Cano foram os artilheiros da partida.
Primeiro tempo demolidor
Com um primeiro tempo avassalador, o Fluminense não deu chances ao Volta Redonda. Canobbio e Arias brilharam intensamente, desmantelando a defesa adversária e construindo uma vantagem que deixou o Tricolor muito próximo da decisão do Estadual.
Vantagem conquistada
Com a goleada, o Fluminense pulverizou a vantagem que o Volta Redonda possuía por ter sido o segundo colocado na Taça Guanabara. Agora, o Tricolor pode até mesmo perder por três gols de diferença no jogo de volta que, ainda assim, garantirá sua vaga na final do Campeonato Carioca.
Volta Redonda em situação delicada
O Volta Redonda, que havia terminado a Taça Guanabara em segundo lugar, entrou na semifinal com a vantagem do empate em pontos ganhos e saldo de gols. No entanto, a derrota acachapante no Maracanã colocou o Voltaço em uma situação delicada. Para reverter o cenário e chegar à final, o Volta Redonda precisará vencer o Fluminense por uma diferença de quatro gols no jogo de volta.
Próximo confronto
O segundo jogo da semifinal do Carioca está marcado para o próximo domingo, às 18h (de Brasília), no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. A expectativa é de um jogo emocionante, com o Volta Redonda buscando o milagre da classificação e o Fluminense defendendo a vantagem conquistada no Maracanã.
Foco na Copa do Brasil
Antes de voltar a pensar na semifinal do Carioca, o Fluminense tem um compromisso importante pela segunda fase da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o Tricolor enfrentará o Caxias, às 19h, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul. A partida é eliminatória e vale vaga na próxima fase da competição.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 4 X 0 VOLTA REDONDA
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 02/03/2025
Horário: 18h (de Brasília)
Público: 15.979 pagantes / 17.877 presentes
Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz
Assistentes: Wallace Muller Barros Santos e Thayse Marques Fonseca
VAR: Philip Georg Bennett
Cartão amarelo: Otávio, Canobbio e Kevin Serna (Fluminense) e Bruno Santos, Pierre e Fabrício (Volta Redonda)
Gols: Canobbio, aos 6 e aos 17′ do 1ºT, Arias, aos 38 do 1ºT, e Cano, aos 25 do 2ºT (Fluminense)
FLUMINENSE: Fábio; Samuel Xavier (Guga), Ignácio, Freytes e Gabriel Fuentes; Otávio (Hércules), Martinelli (Bernal) e Arias; Kevin Serna, Canobbio (Keno) e Cano (Everaldo). Técnico: Mano Menezes.
VOLTA REDONDA: Jean Drosny; Wellington Silva (Bruno Barra), Lucas Souza, Fabrício e Sanchez (Juninho Monteiro); Pierre (Henrique Silva), Robinho, PK (Luciano Naninho) e Marquinhos (Mirandinha); MV e Bruno Santos. Técnico: Rogério Corrêa.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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