Esporte
Fluminense anuncia demissão de Fernando Diniz após derrota no Fla-Flu
Esporte
O Fluminense comunicou nesta segunda-feira a demissão do técnico Fernando Diniz, após a derrota por 1 a 0 para o Flamengo no clássico Fla-Flu, ocorrido no domingo. A decisão vem em um momento delicado para o clube, que, apesar de ser o atual campeão da Copa Libertadores, ocupa a última posição no Campeonato Brasileiro, com apenas seis pontos conquistados em 11 rodadas.
Legado de Fernando Diniz
Em nota oficial divulgada nas redes sociais, o Fluminense destacou o legado deixado por Fernando Diniz. “Diniz deixa como legado desta sua passagem não somente alguns dos títulos mais importantes da história de nosso clube, conquistados em 2023 e 2024, mas também o legado de um trabalho muito bem-sucedido em sua primeira etapa de sua atual passagem, ensinamentos importantes sobre sua maneira de entender o futebol e uma visão humanística que no todo trazem enorme contribuição a este esporte”, afirmou o clube.
Marcão assume interinamente
Com a saída de Diniz, Marcão, auxiliar-técnico permanente do clube, assumirá o comando da equipe para o próximo confronto contra o Vitória, que ocorrerá nesta quinta-feira no Maracanã, pela 12ª rodada do Brasileirão. O Fluminense enfatizou a necessidade de apoio da torcida neste momento crítico. “Este é um momento que pede união de todos em torno do objetivo maior de retomarmos o caminho das vitórias”, destacou a nota.
Trajetória de Diniz no Fluminense
Fernando Diniz, de 50 anos, chegou ao Fluminense em abril de 2022 e comandou a equipe em 149 partidas, acumulando 77 vitórias, 31 empates e 41 derrotas. Durante sua passagem, Diniz conquistou títulos importantes, como a Copa Libertadores, a Recopa Sul-Americana deste ano e o Campeonato Carioca de 2023. Além de seu trabalho no Fluminense, Diniz também atuou como técnico interino da seleção brasileira, onde dirigiu a equipe em seis jogos, obtendo duas vitórias, um empate e três derrotas.
Perspectivas para o futuro
Apesar da posição desfavorável no Brasileirão, o Fluminense ainda está vivo em outras competições. O clube está nas oitavas de final da Copa do Brasil e da Libertadores. Na competição continental, o próximo desafio será contra o Grêmio, com a primeira partida marcada para o dia 13 de agosto, em Porto Alegre.
A demissão de Fernando Diniz marca o fim de um ciclo significativo para o Fluminense, que agora busca reestruturar-se e retomar o caminho das vitórias. A torcida tricolor é chamada a apoiar a equipe neste momento de transição, com a esperança de que novos triunfos estejam por vir.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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