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Flamengo vence o Vitória por 2 a 1 e conquista a primeira vitória no Brasileirão

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O Flamengo garantiu seu primeiro triunfo no Campeonato Brasileiro de 2026 ao vencer o Vitória por 2 a 1, nesta terça-feira, no Estádio Barradão. Em um confronto eletrizante pela terceira rodada, o goleiro Agustín Rossi se destacou ao defender um pênalti crucial no segundo tempo, assegurando os três pontos para o Rubro-Negro carioca.

Com a vitória, o Flamengo soma agora quatro pontos, ocupando a oitava posição na tabela. O Vitória, por sua vez, permanece com três pontos e desce para o 13º lugar.

Apesar de uma etapa inicial marcada por erros de passe e dificuldade em manter a posse de bola, o Flamengo demonstrou uma impressionante eficiência ofensiva, convertendo duas chances em gols. O placar foi aberto aos 14 minutos com uma verdadeira pintura: Arrascaeta acionou Cebolinha pela esquerda, que fez o corte para o meio e rolou para Erick Pulgar. O volante chileno, da meia-lua, soltou um potente chute que estufou as redes, sem chances para o goleiro Gabriel.

Ainda no último lance do primeiro tempo, Léo Ortiz encontrou Everton Cebolinha com um lançamento preciso nas costas da defesa adversária. O atacante dominou com maestria dentro da área, driblou o zagueiro Camutanga e finalizou com frieza, ampliando a vantagem flamenguista.

Rossi Salva Flamengo 

A segunda etapa trouxe um Flamengo mais proativo, buscando o controle do jogo. No entanto, o Vitória não se entregou e conseguiu diminuir a diferença aos seis minutos. Em um rápido contra-ataque, Renato Kayzer driblou três defensores e serviu Matheuzinho, que não perdoou e balançou as redes.

O panorama do jogo seguiu com o Flamengo gerenciando a posse de bola, enquanto o Vitória apostava nos contra-ataques velozes. Aos 16 minutos, Kayzer novamente foi peça chave, lançando Nathan Mendes na área, que acabou derrubado por Alex Sandro. Pênalti para o Vitória. Na cobrança, Renato Kayzer parou em uma intervenção espetacular de Agustín Rossi, que defendeu a penalidade e manteve a vantagem do Flamengo. A partir daí, o Leão não conseguiu manter a mesma intensidade, e o time carioca administrou o resultado até o apito final.

Próximos desafios

  • Vitória: Enfrenta o Bahia de Feira pelo Campeonato Baiano em 18 de fevereiro de 2026 (quarta-feira), às 21h30, no Barradão, em Salvador.
  • Flamengo: Terá o clássico contra o Botafogo pelo Campeonato Carioca em 15 de fevereiro de 2026 (domingo), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 1 X 2 FLAMENGO
Competição 3ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local Barradão, em Salvador
Data 10 de fevereiro de 2026 (terça-feira)
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Vitória: Matheuzinho, Renato Kayzer, Martínez
Flamengo: Cebolinha, Léo Pereira, Evertton Araújo, Alex Sandro
Arbitragem Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Alex Ang Ribeiro
VAR: Daiane Muniz
Gols Flamengo: Erick Pulgar (15′ do 1ºT), Everton Cebolinha (49′ do 1ºT)
Vitória: Matheuzinho (6′ do 2ºT)
Escalação VITÓRIA Gabriel, Nathan Mendes, Camutanga, Luan Cândido e Ramon (Lucas Silva); Caique, Baralhas, Dudu (Emmanuel Martínez) e Matheuzinho (Cantalapiedra); Erick (Marinho) e Renato Kayzer (Fabri)
Técnico VITÓRIA Jair Ventura
Escalação FLAMENGO Rossi, Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Evertton Araújo (De La Cruz) e Arrascaeta (Bruno Henrique); Paquetá (Plata), Cebolinha (Samuel Lino) e Pedro (Carrascal)
Técnico FLAMENGO Filipe Luís

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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