Esporte
Flamengo vence Grêmio por 2 a 1 e reassume a liderança do Brasileirão
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Em uma partida emocionante no Maracanã, o Flamengo mostrou sua força mesmo com vários desfalques e conquistou uma importante vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio nesta quinta-feira.
Com o resultado, o Rubro-Negro carioca chegou aos 17 pontos e reassumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. Já os gaúchos permanecem com apenas seis pontos, ocupando a 13ª posição, porém com dois jogos a menos em relação aos demais clubes.
O Flamengo abriu o placar no final do primeiro tempo, com Luiz Araújo, e ampliou na etapa final com o mesmo atacante. Nos acréscimos, Edenílson descontou para o Grêmio. O confronto foi marcado por momentos de muita intensidade e oportunidades de gol para ambas as equipes.
Na próxima rodada, o Flamengo comandado pelo técnico Tite viajará para enfrentar o Athletico-PR, em Curitiba, às 16 horas (de Brasília) deste domingo. Enquanto isso, o Grêmio terá pela frente o Botafogo, em Cariacica, às 18h30, no mesmo dia.
Durante o jogo, o Flamengo tentou impor pressão desde o início, mas o Grêmio demonstrou qualidade nas jogadas ofensivas. As equipes tiveram boas chances de marcar, com destaque para as intervenções do goleiro Rafael Cabral e as oportunidades criadas pelos atacantes de ambas as equipes.
Em um jogo movimentado, o Flamengo sofreu com lesões de alguns jogadores, mas conseguiu se reerguer e garantir a vitória com os gols de Luiz Araújo. Mesmo com pressão do Grêmio em busca do empate, os cariocas se mantiveram sólidos na defesa e eficientes no ataque, fechando o confronto com a merecida vitória.
Com uma atuação determinada e um bom desempenho coletivo, o Flamengo conquistou os três pontos e reassumiu a liderança do Brasileirão, demonstrando sua força e qualidade mesmo diante dos desafios e adversidades enfrentados. A equipe segue firme em busca de seus objetivos na competição nacional.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 X 1 GRÊMIO
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro
Data: 13/06/2024
Horário: 21 horas
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG-VAR-Fifa)
Cartões amarelos: Pedro e Wesley (Flamengo); João Pedro, Carballo, Kanemann e Galdino (Grêmio)
GOLS: Luiz Araújo, aos 41 minutos do primeiro tempo e aos 21 minutos do segundo tempo (Flamengo) / Edenílson, aos 50 minutos do segundo tempo (Grêmio)
FLAMENGO: Rossi, Wesley, Fabrício Bruno, David Luiz e Léo Pereira; Léo Ortiz (Victor Hugo), Igor Jesus (Luiz Araújo), Gerson e Lorran (Evertton); Everton Cebolinha (Bruno Henrique) e Pedro. Técnico: Tite
GRÊMIO: Rafael Cabral, João Pedro (Fábio), Rodrigo Ely, Kannemann e Reinaldo; Dodi, Pepê (Carballo) e Cristaldo; Pavon (Nathan Fernandes), Galdino (Edenílson) e JP Galvão (Nathan). Técnico: Renato Portaluppi
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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