Copa do Brasil

Flamengo se garante na Libertadores 2025; veja todos classificados

Time rubro-negro se junta a Botafogo, Palmeiras e Fortaleza entre os brasileiros assegurados na competição

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Esporte

Foto: REUTERS/Cris Mattos

O Flamengo venceu o Atlético-MG, conquistou a Copa do Brasil e se garantiu na próxima edição da Libertadores. O time rubro-negro está assegurado na fase de grupos e se junta a Botafogo, Palmeiras e Fortaleza entre os brasileiros que já conquistaram sua vaga no torneio.

O Flamengo irá para sua nona participação seguida na Libertadores, a 21ª em sua história. O Brasil pode ter até nove clubes na próxima edição da competição continental, caso o Cruzeiro conquiste a Copa Sul-Americana.

As decisões continentais e da Copa do Brasil irão influenciar na distribuição de vagas para a Libertadores via Brasileirão, que pode chegar até a ter um G9. Caso o Flamengo seja campeão neste domingo contra o Atlético-MG, por exemplo, o grupo de classificados para a competição da Conmebol já passará a ser G7.

Confira os já classificados para a Libertadores 2025:

  • Estudiantes (Argentina)*
  • Botafogo (Brasil)
  • Palmeiras (Brasil)
  • Fortaleza (Brasil)
  • Flamengo (Brasil)*
  • San Antonio Bulo Bulo (Bolívia)*
  • Deportes Iquique (Chile)
  • Universidad de Chile (Chile)*
  • Colo-Colo (Chile)*
  • Atlético Bucaramanga (Colômbia)*
  • El Nacional (Equador)
  • Independiente Del Valle (Equador)*
  • Libertad (Paraguai)*
  • Universitario (Peru)*
  • Sporting Cristal (Peru)*
  • Melgar (Peru)
  • Alianza Lima (Peru)
  • Peñarol (Uruguai)
  • Nacional (Uruguai)
  • Carabobo (Venezuela)
  • Deportivo Táchira (Venezuela)*
  • Universidad Central (Venezuela)

 

Garantidos na fase de grupos

Calendário da Libertadores 2025:

  • 1ª fase: 5 e 12 de fevereiro
  • 2ª fase: 19 e 26 de fevereiro
  • 3ª fase: 5 e 12 de março
  • Sorteio da fase de grupos: 19 de março
  • Fase de grupos: 2 de abril a 28 de maio
  • Sorteio do mata-mata: 4 de junho
  • Oitavas de final: 13 e 20 de agosto
  • Quartas de final: 17 e 24 de setembro
  • Semifinais: 22 e 29 de outubro
  • Final: 29 de novembro

Fonte: GE.GLOBO -https://ge.globo.com/rs/futebol/libertadores/noticia/2024/11/10/flamengo-se-garante-na-libertadores-2025-veja-todos-classificados.ghtml

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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