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Flamengo é goleado pelo Volta Redonda no Campeonato Carioca

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Em um resultado que surpreendeu a muitos, o elenco sub-20 do Flamengo foi superado por 3 a 0 pelo Volta Redonda na noite deste sábado (17), em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Carioca. O confronto, realizado no Estádio Raulino de Oliveira, marcou um revés significativo para os jovens rubro-negros.

Com a vitória expressiva, o Voltaço alcançou seis pontos e assumiu a liderança provisória do Grupo A do torneio. Já o Flamengo, que utiliza sua equipe de base nesta fase, permanece com apenas um ponto, ocupando a quinta posição no Grupo B.

O Jogo

A partida começou promissora para o Flamengo, que chegou a ter um gol anulado por impedimento de Joshua logo aos oito minutos. No entanto, o cenário mudaria drasticamente dois minutos depois, quando o lateral-esquerdo Carbone recebeu dois cartões amarelos em sequência e foi expulso, deixando a equipe carioca com um jogador a menos.

O Volta Redonda não demorou a capitalizar a vantagem numérica. Aos 16 minutos, Ygor Catatau avançou pela direita e fez um cruzamento rasteiro que encontrou MV, que apenas empurrou para o fundo das redes, abrindo o placar. Mesmo em desvantagem, o Flamengo tentou reagir e chegou com perigo em uma jogada de Douglas Telles, mas a qualidade das finalizações não se manteve.

Nos minutos finais da primeira etapa, o Volta Redonda voltou a pressionar. Ygor Catatau quase ampliou em um chute desviado que passou por cima da trave. Em seguida, Bruno Barra acertou um voleio no travessão após um bate-e-rebate na área, mas o placar se manteve 1 a 0 até o intervalo.

Segundo tempo

No segundo tempo, o time da casa retornou com uma postura ainda mais ofensiva e rapidamente ampliou a vantagem. Aos cinco minutos, após uma bela troca de passes, Rafael Castro aproveitou um cruzamento preciso e cabeceou para o gol, fazendo 2 a 0. O golpe foi sentido pelos jovens flamenguistas. Pouco depois, Ygor Catatau chegou a balançar as redes mais duas vezes, aos dez e aos 28 minutos, mas ambos os lances foram anulados por impedimento.

Apesar das anulações, o domínio do Volta Redonda era evidente. O Flamengo, embora buscando o ataque, não conseguia furar a defesa adversária. Aos 35 minutos, o Voltaço selou a goleada: em mais um cruzamento, Dener subiu e cabeceou sem chances para o goleiro Léo Nannetti, marcando o terceiro gol. Nos minutos finais, a equipe da casa apenas administrou o placar, garantindo uma importante vitória diante de sua torcida.

FICHA TÉCNICA

VOLTA REDONDA 3 X 0 FLAMENGO

Competição 3ª rodada do Campeonato Carioca
Local Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda
Data 17 de janeiro de 2026 (sábado)
Horário 21h30 (de Brasília)
Gols
Volta Redonda MV, aos 16′ do 1ºT
Volta Redonda Rafael Augusto, aos 5′ do 2ºT
Volta Redonda Dener, aos 35′ do 2ºT
Cartão Vermelho Carbone (Flamengo)
Arbitragem
Árbitro Yuri Elino Ferreira da Cruz
Assistentes Thiago Filemon Soares Pinto e Gustavo Mota Correia
VAR Carlos Eduardo Nunes Braga
Escalações
VOLTA REDONDA Avelino, Wellington Silva (Kauã), Rafael Castro, Lucas Adell (Henrique Silva) e Jean Victor; Dener (João Victor), Bruno Barra e Wagninho; PK (Blanco), Ygor Catatau e MV (Juninho)
Técnico Volta Redonda Rodrigo Santana
FLAMENGO Léo Nannetti, Daniel Sales (Ryan Roberto), Iago, João Victor e Carbone; Pablo Lúcio, Kaio Nóbrega (Gusttavo), Guilherme Gomes e Joshua (Lucas Vieira); Douglas Telles e Alan Santos (David Viana)
Técnico Flamengo Bruno Pivetti (Interino)

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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