Esporte

Flamengo é goleado pelo Red Bull Bragantino no Brasileirão 

Publicado em

Esporte


Em uma noite para ser esquecida pelo Flamengo e celebrada pelo Red Bull Bragantino, a equipe do interior paulista surpreendeu e venceu o gigante carioca com uma vitória convincente por 3 a 0. O confronto, apitado por Fernando Salles, teve momentos de dramaticidade e um placar que reflete a superioridade dos mandantes, especialmente após a expulsão precoce do volante Erick Pulgar.

O jogo

A partida começou com o Bragantino mostrando suas intenções, com Matheus Fernandes arriscando um chute nos primeiros minutos. Contudo, o jogo teve um ponto de virada logo aos 4 minutos, quando Erick Pulgar, do Flamengo, recebeu o cartão vermelho direto após uma revisão do VAR, por atingir Agustín Sant’Anna no rosto. Com um jogador a menos, a missão do Rubro-Negro se tornou exponencialmente mais difícil.

O Massa Bruta aproveitou a vantagem numérica para abrir o placar aos 17 minutos. Em um belo lançamento de Juninho Capixaba, Isidro Pitta dominou com categoria e encobriu o goleiro Rossi, inaugurando o marcador com um golaço. O domínio prosseguiu, e aos 38, Gabriel ampliou para o Bragantino, finalizando com precisão após assistência de Henry Mosquera em uma cobrança de escanteio curta, levando o time para o intervalo com uma sólida vantagem de 2 a 0.

Segundo tempo

Na volta para a segunda etapa, o cenário não mudou. Logo aos 9 minutos, o Bragantino marcou o terceiro. Agustín Sant’Anna cobrou um escanteio na medida e Lucas Barbosa subiu mais alto que a defesa para cabecear firme e balançar as redes, consolidando a goleada em 3 a 0. O Flamengo, mesmo com as entradas de jogadores como Nicolás De La Cruz e Wallace Yan (este último substituindo Pedro, que deixou o campo sentindo a coxa), lutou, mas esbarrou nas defesas de Tiago Volpi e na sólida organização defensiva do Bragantino. Agustín Rossi também teve que fazer defesas importantes para evitar um placar ainda maior.

Houve ainda um momento de grande expectativa quando Henry Mosquera marcou o que seria o quarto gol do Bragantino aos 27 minutos da segunda etapa, em um lance originado de uma recuperação de posse após erro do Flamengo. No entanto, o VAR interveio e, após análise de Fernando Salles na cabine, o gol foi anulado por um toque de mão de Matheus Fernandes no início da jogada.

Com a vantagem administrada, o Bragantino controlou as ações, trocando passes sob os gritos de “olé” da torcida em Bragança Paulista. Diversos cartões amarelos foram distribuídos ao longo da partida, refletindo a intensidade do confronto. No apito final, a vitória de 3 a 0 coroou a performance dominante do Red Bull Bragantino, que soube aproveitar a vantagem numérica e a eficiência no ataque para surpreender e derrotar um dos favoritos do campeonato.

FICHA TÉCNICA
                                                            RB Bragantino 3 x 0 Flamengo
Competição Campeonato Brasileiro | 9ª rodada
Local Estádio Cícero do Amaral Franco (Nabi Abi Chedid), em Bragança Paulista (SP)
Data 02 de abril de 2026 (quinta-feira)
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos José Herrera (Bragantino), Matheus Fernandes (Bragantino), Gustavo Neves (Bragantino), Sosa (Bragantino), Everton Cebolinha (Flamengo)
Cartões Vermelhos Erick Pulgar (Flamengo)
Arbitragem Árbitro: Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Acácio Menezes Leao (PA)
Quarto Árbitro: Luiz Augusto Silveira Tisne (SC)
Gols  Isidro Pitta (Bragantino), aos 17′ do 1ºT
Gabriel (Bragantino), aos 39′ do 1ºT
Lucas Barbosa (Bragantino), aos 10′ do 2ºT
Escalação Bragantino Tiago Volpi, Agustin Sant’Anna (Cauê), Alix Vinícius, Gustavo Marques e Juninho Capixaba (Hurtado); Gabriel, Matheus Fernandes (Gustavo Neves) e Lucas Barbosa; Herrera (Sosa), Henry Mosquera (Vinicinho) e Isidro Pitta.
Técnico: Vagner Mancini
Escalação Flamengo Rossi, Emerson Royal, Léo Ortiz, Vitão e Ayrton Lucas (Danilo); Pulgar, Jorginho e Paquetá (Everton Cebolinha); Luiz Araújo (Carrascal), Samuel Lino (Nicolás de la Cruz) e Pedro (Wallace Yan).
Técnico: Leonardo Jardim

Fonte: Esportes



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA