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Cruzeiro vence Athletico-PR por 2 a 0 e se aproxima do G4 no Brasileirão

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Em uma partida emocionante no Mineirão, o Cruzeiro venceu o Athletico-PR por 2 a 0 nesta quarta-feira (26.06), pela 12ª rodada do Brasileirão. Os gols que garantiram a vitória dos donos da casa foram marcados por Gabriel Veron e Vitinho.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos 20 pontos e subiu para a quinta colocação, se aproximando do G4. Já o Athletico-PR, que agora tem 19 pontos, caiu para a sexta posição, sendo ultrapassado pelo clube mineiro.

O jogo marcou a estreia do técnico Juca Antonello no comando do Athletico-PR, após a saída de Cuca nesta segunda-feira. A partida começou com o Cruzeiro pressionando e quase abrindo o placar com Arthur Gomes aos dois minutos.

Aos 14 minutos, Gabriel Veron aproveitou um belo passe de Matheus Pereira e abriu o placar para o Cruzeiro. O time da casa seguiu com as melhores oportunidades e quase ampliou com William aos 19 minutos.

No segundo tempo, o jogo continuou equilibrado, com boas chances para ambos os lados. Aos 20 minutos, o Cruzeiro chegou a marcar o segundo gol com Arthur Gomes, mas a jogada foi anulada por impedimento.

O Athletico-PR pressionou em busca do empate, mas o Cruzeiro se segurou bem na defesa. Aos 45 minutos, Vitinho marcou o segundo gol da equipe mineira, garantindo a vitória e seu primeiro gol como profissional.

Com o resultado, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Flamengo no próximo domingo, enquanto o Athletico-PR terá pela frente o Vitória.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 2 X 0 ATHLETICO-PR

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Data: 26 de junho de 2024 (Quarta-feira)

Horário: 19h (de Brasília)

Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)

Assistentes: Brigida Cirilo Ferreira (FIFA-AL) e Luis Carlos de Franca Costa (RN)

VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)

Cartões amarelos: Zé Ivaldo e Vitinho (Cruzeiro); Fernandinho (Athletico-PR)

GOLS: Gabriel Veron, aos 14 minutos do primeiro tempo; Vitinho, aos 45 minutos do segundo tempo (Cruzeiro).

CRUZEIRO: Anderson Paixão; William, Zé Ivaldo, João Marcelo e Kaiki Bruno (Villalba); Lucas Romero (Machado), Lucas Silva e Ramiro (Barreal); Matheus Pereira, Gabriel Veron (Vitinho) e Arthur Gomes (Robert). Técnico: Fernando Seabra

ATHLETICO-PR: Léo Linck; Godoy (Madson), Kaique Rocha, Thiago Heleno e Esquivel; Fernandinho, Erick (Zé Vitor), Christian e Nikão (João Cruz); Mastriani (Pablo) e Julimar (Zapelli). Técnico: Juca Antonello

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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