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Cruzeiro supera o Grêmio e respira fora do Z4 do Brasileirão

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O Cruzeiro conquistou uma vitória fundamental na luta contra o rebaixamento ao derrotar o Grêmio por 2 a 0 na noite deste sábado, no Mineirão. O triunfo, válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, permitiu que a equipe mineira deixasse a zona da degola, empurrando o Corinthians para a 17ª colocação.

A partida começou com intensidade, e o Grêmio quase abriu o placar aos 26 minutos do primeiro tempo, quando José Enamorado acertou a trave em uma das melhores chances da etapa inicial. No entanto, o cenário mudou no segundo tempo. Logo aos seis minutos, Gerson realizou uma jogada individual pela ponta, entrou na área e serviu Christian, que finalizou com precisão para inaugurar o marcador.

A Raposa ampliou a vantagem aos 21 minutos da etapa final. Matheus Pereira deu um passe de calcanhar para Lucas Romero, que arriscou um chute de fora da área e balançou as redes, garantindo a tranquilidade para os donos da casa.

Com os três pontos somados, o Cruzeiro chegou aos 13 pontos e assumiu o 16º lugar na tabela. O Grêmio permanece com a mesma pontuação, mas ocupa a 14ª posição devido aos critérios de desempate.

As duas equipes agora voltam suas atenções para a quinta fase da Copa do Brasil. O Grêmio recebe o Confiança na Arena do Grêmio na próxima terça-feira, 21 de abril, às 19h30. Já o Cruzeiro viaja para enfrentar o Goiás no Estádio da Serrinha na quarta-feira, 22 de abril, às 19h.

FICHA TÉCNICA
Cruzeiro 2 x 0 Grêmio
Competição Brasileirão Série A – Rodada 12
Local Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data 18 de abril de 2026 (sábado)
Horário 20h30 (de Brasília)
Gols Christian (6′ 2T) e Lucas Romero (21′ 2T)
Cartões Amarelos (Cruzeiro) Lucas Villalba, Fabrício Bruno, Matheus Pereira e Lucas Silva
Cartões Amarelos (Grêmio) Erick Noriega, Gustavo Martins e Leonel Pérez
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Raphael Claus (SP)
Assistentes Alex Ang Ribeiro (SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
VAR Thiago Duarte Peixoto (SP)
Cruzeiro Matheus Cunha; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus, Kaiki Bruno; Gerson (Matheus Henrique), Lucas Romero (Lucas Silva), Matheus Pereira (Bruno Rodrigues); Christian (Wanderson), Kaio Jorge (Villarreal) e Arroyo. Técnico: Artur Jorge.
Grêmio Weverton; Pavón, Gustavo Martins, Wagner Leonardo, Pedro Gabriel, Noriega (Pérez); Nardoni (Monsalve), Arthur; Enamorado (Tetê), Carlos Vinícius (Baithwaite) e Amuzu (Gabriel Mec). Técnico: Luís Castro.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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