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Corinthians segura o Palmeiras e empata em 0 a 0 no Brasileirão

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O clássico entre Corinthians e Palmeiras terminou sem gols na Neo Química Arena, pela 11ª rodada do Brasileirão. Apesar de jogar com dois a menos – expulsões de André (34′ 1ºT) e Matheuzinho (23′ 2ºT) –, o Timão resistiu à pressão alviverde e somou um ponto. O Verdão, líder com 26 pontos, não ampliou a vantagem sobre o Flamengo (20). Corinthians fica em 16º, com 11 pontos, logo acima da zona de rebaixamento.

Primeiro tempo truncado

O jogo começou equilibrado, sem lances decisivos. Aos 20′, Yuri Alberto finalizou em impedimento, com defesa fácil de Carlos Miguel. O Palmeiras apostou em bolas paradas: aos 26′, Andreas Pereira cobrou falta rasteira, mas Yuri Alberto cortou para escanteio. André foi expulso por gesto obsceno (VAR), e Gabriel Paulista quase marcou de cabeça.

Segundo tempo de pressão

Kayke ameaçou logo aos 49s, espalmado por Carlos Miguel. Aos 4′, Maurício chutou de fora, Hugo Souza defendeu. Aos 13′, Kayke cruzou para Bidon travado. Palmeiras cresceu: aos 20′, Allan lançou, Gabriel Paulista quase fez contra, mas Hugo salvou. Matheuzinho foi expulso aos 23. Aos 29′, Yuri Alberto desperdiçou cara a cara. Flaco López teve chances, mas Hugo brilhou. Aos 44′, Andreas cobrou falta, defesa salvou.

Próximos desafios

Corinthians
Corinthians x Santa Fe-COL (Libertadores, 2ª rodada)
15/04 (quarta), 21h30 (Brasília)
Neo Química Arena (SP)

Palmeiras
Palmeiras x Sporting Cristal-PER (Libertadores, 2ª rodada)
16/04 (quinta), 19h (Brasília)
Allianz Parque (SP)

FICHA TÉCNICA
Corinthians 0 x 0 Palmeiras
Competição Campeonato Brasileiro (11ª rodada)
Local Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data 12 de abril de 2026 (domingo)
Horário 18h30 (de Brasília)
Público 46.466
Renda R$ 5.569.127,50
Cartões amarelos Matheuzinho e Raniele (Corinthians); Marlon Freitas (Palmeiras)
Cartões vermelhos André Luis e Matheuzinho (Corinthians)
Gols Nenhum
Árbitro Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes Alex Ang Ribeiro (SP) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE)
VAR Daniel Nobre Bins (RS)
Corinthians Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista e Matheus Bidu; Raniele, André, Rodrigo Garro (Carrillo) e Bidon; Kayke (Lingard) e Yuri Alberto – Técnico: Fernando Diniz
Palmeiras Carlos Miguel; Giay (Felipe Anderson), Gómez, Murilo e Khellven (Arthur); Marlon Freitas (Lucas Evangelista), Andreas Pereira, Allan e Mauricio (Luighi); Flaco López e Ramón Sosa – Técnico: João Martins (auxiliar técnico)

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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