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Corinthians inicia Paulistão com goleada na Neo Química Arena

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O Corinthians teve uma estreia imponente no Campeonato Paulista de 2026. Mesmo enfrentando importantes desfalques no elenco, o Timão dominou a Ponte Preta neste domingo, na Neo Química Arena, e garantiu uma vitória convincente por 3 a 0. Os gols foram marcados por Gustavo Henrique, André e André Ramalho, para a festa da torcida alvinegra.

O técnico Dorival Júnior precisou lidar com a ausência de cinco jogadores-chave – Yuri Alberto, Memphis Depay, Rodrigo Garro, José Martínez e Raniele – e optou por dar oportunidades a jovens talentos da base, que corresponderam às expectativas e mostraram bom desempenho em campo.

Com o resultado, o Corinthians inicia sua jornada no Paulistão na segunda colocação, somando três pontos. A equipe fica atrás apenas do líder São Bernardo, que goleou o Capivariano em sua partida de estreia. Já a Ponte Preta amarga a vice-lanterna do torneio, buscando reabilitação nas próximas rodadas.

o Jogo

Impulsionado pelo apoio de sua torcida, o Corinthians começou a partida pressionando. Aos 13 minutos, Matheuzinho arriscou um chute rasteiro de fora da área após uma boa jogada, mas Diogo Silva fez uma grande defesa. Pouco depois, aos 21, Matheus Bidu fez um cruzamento certeiro para Vitinho na pequena área, que acabou furando a finalização. O Timão seguiu criando, e Carrillo cruzou perigosamente, mas sem que ninguém completasse.

A pressão inicial do Corinthians diminuiu após a parada técnica para hidratação, e a Ponte Preta começou a se soltar. Nos minutos finais da primeira etapa, a Macaca assustou o goleiro Hugo Souza. Aos 44, Jeh finalizou em um contra-ataque rápido, exigindo uma defesa de Hugo. Em um lance de bate-rebate, a bola desviou em Matheus Bidu e quase surpreendeu o goleiro corintiano, que se esticou para espalmar.

No segundo tempo, o Corinthians retornou do intervalo determinado a abrir o placar. Aos seis minutos, Matheus Bidu cruzou para Gustavo Henrique, que cabeceou firme, mas Diogo Silva novamente brilhou. Em seguida, Bidu chegou a balançar as redes após cobrança de escanteio, mas o gol foi anulado por impedimento.

A persistência do Timão, contudo, foi recompensada. Aos oito minutos, Gustavo Henrique, após escanteio cobrado por Vitinho, subiu mais alto que a zaga e testou para o fundo das redes, sem chances para o goleiro da Ponte. A vantagem foi ampliada aos 17: Gui Negão tentou um cruzamento que foi travado, a bola sobrou para Matheuzinho, cujo chute foi defendido por Diogo. No rebote, André, oportunista, empurrou para o gol vazio, marcando o segundo. Nos acréscimos, André Ramalho arriscou de muito longe e acertou um belo chute no canto, selando a goleada por 3 a 0. Um gol de Gui Negão, aos 30 minutos, chegou a ser anulado por falta no goleiro.

Próximos confrontos

O Corinthians agora se prepara para enfrentar o Red Bull Bragantino na segunda rodada do Paulistão, em partida marcada para quinta-feira, 15 de janeiro, às 19h30 (de Brasília), no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista. Já a Ponte Preta buscará a recuperação em casa, no Estádio Moisés Lucarelli, contra o Velo Clube, na quarta-feira, 14 de janeiro, às 21h (de Brasília).

FICHA TÉCNICA
                                                        Corinthians 3 x 0 Ponte Preta
Competição Campeonato Paulista (1ª rodada)
Local Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data 11 de janeiro de 2025 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Público 37.089 torcedores
Renda R$ 2.482.182,90
Cartões Amarelos Gustavo Telles e Pacheco (Ponte Preta); Charles (Corinthians)
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitra Daiane Muniz
Assistentes Neuza Inês Back e Gustavo Rodrigues de Oliveira
VAR Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Gols
  • Gustavo Henrique, aos 8′ do 2ºT (Corinthians)
  • André, aos 17′ do 2ºT (Corinthians)
  • André Ramalho, aos 48′ do 2ºT (Corinthians)
 Corinthians Hugo Souza; Matheuzinho (João Vitor Jacaré), André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Charles, André (Ryan), Carrillo (Dieguinho) e Breno Bidon; Vitinho (Kayke) e Gui Negão (Pedro Raul). Técnico: Dorival Júnior
Ponte Preta Diogo Silva; João Gabriel, Pacheco, Saimon e Diego Leão (Pedrinho); Rodrigo Souza, Gustavo Telles (Nikolas) e Elvis; Diego Tavares (Serginho), Bruno Lopes (Lukinha) e Jeh (Damião). Técnico: Marcelo Fernandes

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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