Esporte
Brasil x Argentina terá Messi e Pelé às 7h. Sem Globo e Neymar
Esporte
CBF não entrou em acordo com a principal emissora do país e bancou transmissão própria para internet e canais educativos; Saiba como assistir
Da Redação
O clássico entre Brasil e Argentina desta sexta-feira ocorrerá em condições inusitadas: em Melbourne, na Austrália, às 7h (horário de Brasília) e sem Neymar nem Galvão Bueno. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não entrou em acordo com a Rede Globo e, numa medida inovadora, optou por montar sua própria estrutura de transmissão, com direito a comentários de Pelé. Quem quiser e puder assistir à partida pela manhã terá opções na TV e na internet.
O jogo que marcará o primeiro encontro entre os técnicos Tite e Jorge Sampaoli será transmitido pelas emissoras TV Brasil e TV Cultura – ambas com vieses educativos em suas transmissões, que costumam dar traço na audiência. Em vez de vender a transmissão do jogo, a própria CBF comprou o espaço nas grades das emissoras, por valor irrisório, para mostrar as partidas. E também contratou nomes de peso para a transmissão, que será a mesma em todas as plataformas: Nivaldo Prieto (Fox Sports) será o narrador e terá como comentaristas o ex-jogador Denilson (Band), o ex-árbitro Rodrigo Cintra e Pelé.
As duas emissoras têm seus sinais exibidos em canais diferentes em cada Estado do Brasil. Alguns transmitem por meio de sinal próprio das emissoras, mas a maioria o faz na TV aberta por meio de retransmissão de TVs educativas estaduais – que não raro não conseguem ser sintonizadas fora das grandes metrópoles. Quem tem acesso à TV por assinatura terá menos dificuldade em sintonizar os canais.
Internet – Além dos canais públicos de TV, outra opção será a internet. A CBF TV vai transmitir a partida também no seu site e em sua página no Facebook, assim como o portal Uol. A operadora de celular Vivo, uma das patrocinadoras da seleção, permitirá que seus assinantes assistam ao confronto pelo aplicativo Vivo Futebol, que pode ser acessado por celular e tablet.
As imagens serão geradas pela CBF TV. Narrador e comentaristas ficarão em um estúdio na sede da CBF, no Rio. A transmissão dos jogos por conta própria funcionará como uma espécie de “piloto” para a CBF. A intenção é faturar mais com transmissões próprias e patrocínios.
Fonte: Placar
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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