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Brasil goleia o Panamá no Maracanã e se despede da torcida antes da Copa de 2026

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A Seleção Brasileira encerrou sua passagem por solo nacional antes da Copa do Mundo de 2026 com uma atuação convincente e cheia de gols. No Maracanã, neste domingo, o time comandado por Carlo Ancelotti venceu o Panamá por 6 a 2 e transformou o último compromisso no país em uma noite de festa para a torcida.

O placar foi construído com gols de Vinicius Júnior, Casemiro, Rayan, Lucas Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos. Do outro lado, Murillo e Harvey aproveitaram as oportunidades que tiveram para descontar para os visitantes, em um duelo marcado por intensidade, testes e muita participação dos reservas na etapa final.

O jogo

A partida começou com o Brasil em ritmo forte. Logo no primeiro minuto, Vinicius Júnior recebeu pela intermediária, driblou a marcação e acertou um chute preciso no ângulo para abrir o marcador. O Panamá respondeu aos 13 minutos, quando Murillo cobrou falta, a bola desviou na barreira e tirou qualquer chance de defesa de Alisson. O empate animou os visitantes, que ainda assustaram com uma finalização perigosa de Ismael Díaz.

O Brasil voltou a acelerar antes do intervalo. Em outra jogada liderada por Vini Jr. pela esquerda, o atacante cruzou a bola na medida, Casemiro desviou de cabeça e fez o segundo. O lance chegou a ser anulado por impedimento, mas a revisão do VAR confirmou o gol e devolveu a vantagem à Seleção, que foi para o vestiário em alta.

Na volta do intervalo, Ancelotti promoveu uma mudança quase total: trocou 10 dos 11 titulares e manteve apenas Léo Pereira em campo. A alteração abriu espaço para os reservas mostrarem serviço, e o time respondeu de imediato. Igor Thiago pressionou a saída de bola, forçou o erro do goleiro Mosquera e deixou Rayan em ótima condição para encobrir o adversário e marcar o terceiro.

O quarto gol nasceu de uma boa construção coletiva. Danilo Santos avançou pelo meio, acionou Douglas Santos, que rolou para o centro, e Lucas Paquetá apareceu para finalizar de primeira, com desvio, ampliando a vantagem. Pouco depois, Igor Thiago foi derrubado na área, assumiu a cobrança e converteu o pênalti, fazendo o quinto.

Ainda houve tempo para mais um golaço. Aos 35 minutos, Paquetá encontrou Danilo Santos dentro da área. O volante dominou, deixou o marcador no chão e bateu com categoria para fechar a goleada brasileira.

O Panamá ainda conseguiu diminuir com Harvey, aos 38 minutos, em um chute forte da entrada da área, mas já era tarde para qualquer reação. No fim, o Brasil deixou o Maracanã com moral elevada e com a sensação de missão cumprida antes da viagem para os Estados Unidos.

A equipe agora segue para Nova Jersey, na costa leste americana, onde dará continuidade à preparação para o Mundial. Antes da estreia na Copa, a Seleção ainda fará um amistoso contra o Egito, no próximo sábado, no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Na Copa do Mundo, o Brasil está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. Só os dois primeiros de cada chave avançam diretamente ao mata-mata, além dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos.

Próximo jogo do Brasil

  • Brasil x Egito (amistoso)
  • Data e horário: 06/06 (sábado), às 19h (de Brasília)
  • Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)

Próximo jogo do Panamá

  • Panamá x República Dominicana (amistoso)
  • Data e horário: 03/06 (quarta-feira), às 21h45 (de Brasília)
  • Local: Estadio Rommel Fernández Gutiérrez, na Cidade do Panamá (PAN)
FICHA TÉCNICA
Brasil 6 x 2 Panamá
Competição Amistoso
Local Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data 31 de maio de 2026 (domingo)
Horário 18h30 (de Brasília)
Público 72.140
Cartões Amarelos Blackman (Panamá)
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Daniel Schlager (ALE)
Assistentes Sven Washitzki-Günther (ALE) e Rafael Foltyn (ALE)
VAR Pascoal Müller (ALE) e Robert Schröder (ALE)
Gols Vinicius Júnior (1′ 1ºT), Murillo (13′ 1ºT), Casemiro (38′ 1ºT), Rayan (8′ 2ºT), Paquetá (14′ 2ºT), Danilo Santos (35′ 2ºT), Harvey (38′ 2ºT)
Brasil Alisson (Ederson); Wesley (Danilo), Bremer (Ibanez), Léo Pereira, Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro (Fabiinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos); Matheus Cunha (Paquetá), Raphinha (Igor Thiago), Vinicius Junior (Endrick), Luiz Henrique (Rayan).
Panamá Mosquera, Murillo (Iván Anderson), Escobar (Jiovany Ramos), Córdoba (Fariña), Andrés Andrade (Miller); Bárcenas (Davis), Ismael Díaz (Griffith), Blackman, José Rodríguez (Tomás Rodríguez), Harvey (Cristian Martínez); Waterman (Fajardo).

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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