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Botafogo vence o Vasco de virada em São Januário e sobe na tabela do Brasileirão

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Em um emocionante “Clássico da Amizade” disputado neste sábado pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, o Botafogo reverteu o placar e venceu o Vasco por 2 a 1 em pleno Estádio de São Januário. David abriu o marcador para o Gigante da Colina, mas Villalba e Matheus Martins garantiram a virada alvinegra.

Com o triunfo fora de casa, o Botafogo respirou na tabela, alcançando os 12 pontos e subindo para a oitava colocação, afastando-se da zona de rebaixamento. O Vasco, por sua vez, também com 12 pontos, caiu para a nona posição após a derrota em seus domínios.

O jogo

O primeiro tempo do confronto mostrou um Botafogo mais propositivo, mesmo atuando como visitante. A equipe alvinegra criou as melhores chances, com destaque para um lance aos 45 minutos, quando Matheus Martins aplicou um drible em Puma Rodríguez e finalizou forte, exigindo uma grande defesa do goleiro Léo Jardim, que evitou a abertura do placar.

A dinâmica da partida mudou na segunda etapa, que se tornou mais disputada fisicamente e viu o Vasco crescer em campo. Aos 15 minutos, Puma Rodríguez fez um cruzamento rasteiro que David aproveitou para desviar para o fundo das redes, abrindo o placar para o time da casa e levando a torcida ao delírio em São Januário.

A alegria vascaína, no entanto, durou pouco. Apenas cinco minutos depois, o Botafogo chegou ao empate. Em um cruzamento preciso de Caio Roque, Villalba subiu livre de marcação e cabeceou com precisão para igualar o placar.

Com a igualdade, o jogo perdeu um pouco de intensidade, mas o Botafogo manteve a posse de bola e a busca pela vitória. Aos 33 minutos, Matheus Martins, que já havia tido uma chance no primeiro tempo, brilhou individualmente: driblou Puma Rodríguez e chutou na saída de Léo Jardim para marcar o gol da virada. Nos minutos finais, o Vasco se lançou ao ataque em busca do empate, mas não conseguiu superar a defesa alvinegra, confirmando a vitória do Botafogo.

Próximos Compromissos:

Ambas as equipes agora se preparam para estrear na Copa Sul-Americana na próxima terça-feira, 7 de abril de 2026, às 19h (de Brasília).

Vasco viajará para Buenos Aires, onde enfrentará o Barracas Central no Estádio Claudio Fabian Tapia.

Botafogo fará sua estreia em casa, recebendo o Caracas no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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