Esporte

Botafogo vence Mirassol em duelo eletrizante e deixa a zona de rebaixamento

Publicado em

Esporte


Em uma noite de muitos gols e reviravoltas no Estádio Nilton Santos, o Botafogo conquistou uma vitória crucial sobre o Mirassol por 3 a 2, em partida válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O triunfo desta quarta-feira (data, se disponível) permitiu ao Glorioso respirar na tabela e sair da incômoda zona de rebaixamento.

A equipe carioca contou com gols de Arthur Cabral, Alex Telles (de pênalti) e Júnior Santos para garantir os três pontos. Pelo lado paulista, Shaylon e Negueba balançaram as redes, mas não foram suficientes para evitar a derrota.

Primeiro tempo 

O jogo começou com ritmo intenso. Logo aos quatro minutos, Júnior Santos quase abriu o placar para o Botafogo. Aos 12, no entanto, Arthur Cabral não desperdiçou. Após passe de Edenílson, o atacante finalizou com precisão de fora da área, marcando um belo gol e inaugurando o placar para os donos da casa.

A vantagem alvinegra durou pouco. Aos 20 minutos, Shaylon aproveitou uma sobra de escanteio e, com um chute forte de fora da área, empatou para o Mirassol. A igualdade, contudo, seria quebrada ainda na primeira etapa. Aos 37, o VAR interveio para assinalar um pênalti a favor do Botafogo, após Medina ser derrubado. Alex Telles converteu a cobrança, recolocando o Glorioso à frente antes do intervalo.

Ampliação e desconto no final

No segundo tempo, o Botafogo buscou consolidar sua vantagem. Tiquinho Soares chegou a marcar de cabeça aos 14 minutos, mas o gol foi anulado por falta do atacante. Seis minutos depois, em um rápido contra-ataque puxado por Edenílson pela esquerda, Júnior Santos apareceu na pequena área para empurrar a bola para o fundo do gol, ampliando para 3 a 1 e dando mais tranquilidade ao time da casa.

Nos acréscimos, aos 47, o Mirassol conseguiu diminuir a diferença. Em cobrança de escanteio de Gabriel Pires, Negueba subiu mais alto que a defesa e cabeceou com precisão, marcando o segundo gol dos paulistas. Apesar da pressão final, o Botafogo segurou o resultado e garantiu a vitória.

Com o resultado, o Botafogo subiu para a 12ª colocação no Campeonato Brasileiro, acumulando nove pontos, e se afastou da zona de rebaixamento. Já o Mirassol continua em situação delicada, ocupando a 19ª posição, com apenas seis pontos conquistados.

Próximos confrontos

O Botafogo terá um clássico pela frente na próxima rodada, enfrentando o Vasco no sábado (04 de abril de 2026), às 21h (de Brasília), em São Januário. O Mirassol, por sua vez, receberá o Red Bull Bragantino em casa, no Estádio José Maria de Campos Maia, no domingo (05 de abril de 2026), às 20h (de Brasília).

Aqui estão as informações em formato de tabela:

FICHA TÉCNICA

Competição Placar Local Data Horário
Campeonato Brasileiro Botafogo 3 x 2 Mirassol Nilton Santos 01 de abril de 2026 (quarta-feira) 19h30 (de Brasília)

Gols

Time Jogador Minuto
Botafogo Arthur Cabral 12′ do 1ºT
Mirassol Shaylon 20′ do 1ºT
Botafogo Alex Telles 42′ do 1ºT
Botafogo Júnior Santos 20′ do 2ºT
Mirassol Igor Formiga 47′ do 2ºT

Cartões

Tipo de Cartão Time Jogadores/Técnicos
Amarelo Botafogo Cristian Medina, Bastos, Vitinho
Amarelo Mirassol Lucas Oliveira, Negueba, Tiquinho Soares
Vermelho Ambos Nenhum

Arbitragem

Função Nome Estado
Árbitro Wilton Pereira Sampaio GO
Assistente 1 Bruno Raphael Pires GO
Assistente 2 Leone Carvalho Rocha GO
VAR Gilberto Rodrigues Castro Junior PE

Escalações

Botafogo: Raúl; Vitinho, Bastos, Justino e Alex Telles (Caio Roque); Allan, Medina (Montoro) e Edenílson (Ferraresi); Santi Rodríguez (Barrera), Júnior Santos e Arthur Cabral (Matheus Martins). Técnico: Rodrigo Bellão

Mirassol: Walter; Formiga, João Victor, Willian Machado e Victor Luís; José Aldo (André Luis), Neto Moura (Gabriel Pires) e Shaylon (Denilson); Negueba (Galeano), Alesson e Tiquinho Soares (Edson Carioca). Técnico: Rafael Guanaes

Fonte: Esportes



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA