Esporte

Atlético-MG empata pela terceira vez no Mineiro e liga o alerta na temporada

Publicado em

Esporte


O Atlético-MG não conseguiu sair do zero a zero com o Tombense neste domingo, na Arena MRV, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, e registrou seu terceiro empate consecutivo na competição. O resultado mantém a equipe sem vitórias no Estadual e acende um sinal de preocupação para o técnico e a torcida.

A partida marcou as aguardadas estreias de dois importantes reforços do Galo: o meio-campista Maycon, recém-chegado do Corinthians, e o lateral Renan Lodi, que retorna ao futebol brasileiro após passagem pelo exterior. Apesar da expectativa gerada pelas novas caras, o time não conseguiu converter as chances em gol.

Com este empate, o Atlético-MG figura na terceira colocação do Grupo A, somando apenas três pontos. Já o Tombense, que garantiu um ponto importante fora de casa, ocupa a última posição do Grupo B, com dois pontos conquistados.

Dificuldades na criação e falta de pontaria marcam o confronto

Desde o início, o Galo buscou pressionar o Tombense, mas esbarrou na dificuldade de transformar essa pressão em oportunidades claras. Os lances mais perigosos do primeiro tempo foram chutes que pararam na trave: Raphinha, do Tombense, e Ruan, do Atlético, protagonizaram os “quases”.

Na etapa complementar, a situação parecia favorável ao time atleticano, que teve um jogador a mais nos 20 minutos finais. No entanto, mesmo com a vantagem numérica e a criação de novas oportunidades, a rede não balançou para o Alvinegro, que viu o placar se manter inalterado até o apito final.

Próximos desafios:

O Atlético-MG terá um clássico pela frente na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, às 21h30, quando enfrentará o América-MG no Estádio Independência pela quarta rodada do Campeonato Mineiro. A equipe busca desesperadamente a primeira vitória para ganhar confiança e subir na tabela.

No mesmo dia, o Tombense receberá o North, às 19h, em seu próximo compromisso pelo Campeonato Mineiro, também em busca de um resultado positivo para melhorar sua situação no grupo.

Fonte: Esportes



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA