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Athletico-PR vence o Coritiba no Brasileirão e sobe na tabela

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O Athletico Paranaense demonstrou superioridade e venceu o rival Coritiba por 2 a 0 neste domingo (22.03), na Arena da Baixada, em um clássico válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Com gols de Dudu e Viveros, o Furacão garantiu mais três pontos e ascendeu à sexta posição na tabela, somando agora 13 pontos.

A vitória no clássico não só reafirma a boa fase do Athletico como também injeta confiança na equipe para as próximas disputas no nacional.

O jogo

Desde o apito inicial, o Athletico impôs seu ritmo de jogo, controlando a posse de bola e ditando as ações em campo. Embora o primeiro tempo tenha tido poucas chances claras, a equipe mandante demonstrou mais volume e organização.

A primeira oportunidade real do Rubro-Negro surgiu aos 16 minutos, em uma rápida triangulação entre Viveros e Dudu, que culminou em um chute do atacante colombiano, desviado para escanteio. Aos 22 minutos, a insistência foi recompensada: Julimar avançou pela direita, superou a marcação e cruzou rasteiro para Dudu, que finalizou de primeira, abrindo o placar para o Furacão. O Athletico manteve o controle até o fim da primeira etapa, com Esquivel arriscando um chute aos 48 minutos, que parou na defesa adversária.

No segundo tempo, a tônica da partida não mudou. O Athletico continuou pressionando e não demorou a ampliar. Aos 6 minutos, Viveros já havia arriscado um chute cruzado, defendido pelo goleiro do Coritiba. Quatro minutos depois, ele finalmente balançou as redes: Esquivel cobrou uma falta na área, Benavídez ajeitou de cabeça e Viveros emendou para o gol, fazendo 2 a 0.

O Coritiba teve seu único lance de perigo aos 29 minutos, mas o goleiro Santos estava atento e fez a defesa. Nos acréscimos, a partida ainda teve um momento de tensão quando Maicon, do Coritiba, foi expulso após dar uma cotovelada em Portilla, deixando o Coxa com um jogador a menos nos minutos finais.

FICHA TÉCNICA

Athletico 2×0 Coritiba
Competição Brasileirão 2026 – 8ª rodada
Data 22/03/2026 (domingo)
Horário 16h
Local Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Público e Renda
Público pagante 31.376
Público total 31.885
Renda R$ 1.927.660,00
Arbitragem
Árbitro Raphael Claus (SP)
Assistentes Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
Quarto árbitro Paulo Henrique Vollkopt (MS)
Árbitro de vídeo Caio Max Augusto Vieira (GO)
Gols
Athletico Paranaense Dudu, aos 22’ do 1T; Kevin Viveros, aos 10’ do 2T
Escalações
Athletico Paranaense Santos; Benavídez, Arthur Dias, Aguirre e Esquivel (Gilberto, 28’ 2T); Jadson, Luiz Gustavo (Juan Portilla, 44’ 1T) e Dudu (Bruno Zapelli, 41’ 2T); Steven Mendoza, Julimar (Chiqueti, 28’ 2T) e Viveros.
Técnico (Athletico) Odair Hellmann
Coritiba Pedro Rangel; JP Chermont, Maicon, Jacy e Bruno Melo (Felipe Jonatan, 41’ 2T); S. Gomez, Wallisson (Vini Paulista, 22’ 2T) e Josué; Ronier (Fabinho, 12’ 2T), Breno Lopes (Lavega, 12’ 2T) e Pedro Rocha (Keno, 22’ 2T).
Técnico (Coritiba) Fernando Seabra

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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