Economia
Uboi, da JBS, ultrapassa 5 milhões de cabeças de gado transportadas no Brasil
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A plataforma digital Uboi, desenvolvida pela TRS, transportadora da JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, foi expandida para atender pecuaristas em todo o território nacional. Em cinco anos, já movimentou mais de 5 milhões de cabeças de gado entre fazendas em cerca de 94 mil viagens, conectando pecuaristas de todos os perfis – de confinadores a produtores de ciclo completo. O serviço também realiza o transporte de gado de corte até os frigoríficos.
Lançado com o objetivo de revolucionar o transporte de bovinos no Brasil, com investimento inicial de R$ 1 milhão, o serviço é uma resposta à demanda do campo por maior segurança, previsibilidade e eficiência logística, mantendo foco absoluto no bem-estar animal e sustentabilidade na cadeia. Com frota própria de mais de 800 caminhões e 30 filiais estratégicas, o Uboi planeja rotas regionais e de longa distância, incluindo trajetos de até 4.500 km, como do Acre à Bahia, equivalente à distância entre São Paulo e Bogotá.
A logística inteligente da plataforma aproveita o deslocamento dos veículos, direcionando o transporte mais próximo para atender demandas locais ou inter-regionais com agilidade e redução de deslocamentos ociosos, aumentando a eficiência operacional.
“O Uboi vai além de um serviço; é uma solução da TRS que profissionaliza o transporte bovino, reduzindo ineficiências, custos logísticos e garantindo bem-estar animal. Desenvolvido para atender necessidades reais dos pecuaristas, a plataforma multicanal traz simplicidade, confiabilidade e praticidade. Atendemos a demanda de pecuaristas de todos os perfis: pequeno, médio e grande porte, independentemente do volume de rebanho”, afirma Márcio Salaber, diretor da TRS, transportadora da divisão de Novos Negócios da JBS.
A frota utiliza diversos tipos de carretas, inclusive com dois andares, desenvolvidas pela JBS, que aumentam a capacidade de transporte de 18 para até 54 animais por veículo, sempre priorizando o bem-estar dos animais com sistemas de elevação que eliminam escadas, reduzindo estresse e possíveis contusões. A telemetria e a inteligência artificial embarcadas monitoram o comportamento do motorista e garantem rastreabilidade completa do rebanho, prevenindo movimentos bruscos que possam prejudicar os bovinos.
Para viagens longas, a plataforma do Uboi implementa uma logística inteligente com paradas em “boitéis”, locais preparados para descanso, alimentação e hidratação dos animais, além de períodos de repouso para os motoristas. Essas instalações ficam, em sua maioria, localizadas à beira de rodovias específicas para transporte de gado, assegurando conforto e segurança durante todo o trajeto.
A plataforma oferece contratação multicanal: via aplicativo, WhatsApp, telefone e site, desenhada para ser uma ferramenta fácil, rápida e ágil que facilita o acesso mesmo a produtores com baixa familiaridade tecnológica. Essa estratégia é confirmada por uma pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) sobre os Hábitos do Produtor Rural, divulgada em setembro de 2025, que revelou que 98% dos proprietários rurais têm acesso facilitado a smartphones e utilizam o aplicativo WhatsApp. Além disso, o sistema traz transparência ao processo, permitindo que os usuários avaliem os motoristas, o que promove a melhoria contínua no atendimento.
O sucesso alcançado pelo Uboi abre a possibilidade de expansão do serviço. O diretor da TRS sinaliza que, futuramente, o transporte poderá ser ampliado para contemplar suínos, aves e outros segmentos. Hoje, o modelo se consolida como referência na profissionalização do transporte agropecuário. Atualmente, o segmento de transporte de bovinos da TRS representa aproximadamente 40% de todo o negócio de bovinos da transportadora TRS, consolidando o Uboi como uma das principais soluções logísticas.
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Informação e acolhimento marcam encerramento do Agosto Lilás com roda de conversa sobre violência contra a mulher
Em um ambiente de acolhimento, escuta e troca de experiências, a equipe da Unidade de Saúde Laurentino Paulo de Cerqueira, no bairro Água Limpa, promoveu, nesta sexta-feira (28), uma palestra especial para encerrar as ações do Agosto Lilás. A atividade trouxe uma importante reflexão sobre a violência contra a mulher, os relacionamentos abusivos e a importância de reconhecer os sinais de uma relação marcada pelo controle e pela violência.
A atividade contou com a participação da investigadora da Polícia Civil e chefe de operações da Delegacia da Mulher, Sandra Elias Miranda de Campos, que conversou com as pacientes sobre os diferentes tipos de violência, os cuidados que as mulheres devem ter e a importância de buscar ajuda diante de situações de abuso.
A palestra aconteceu justamente em um dia de grande movimentação na unidade. Para a responsável técnica da unidade, Lucimar Barbosa, o momento foi uma oportunidade de alcançar um público que já estava presente no serviço de saúde e transformar aquele espaço em um ambiente de informação e acolhimento.
“Foi um momento muito importante porque conseguimos reunir as mulheres que estavam aqui para os atendimentos e proporcionar não apenas informação, mas também escuta. Falar sobre violência é necessário, porque muitas vezes a mulher está vivendo uma situação de abuso e não consegue identificar que aquilo também é uma forma de violência. Essa troca de experiências fortalece, orienta e pode ajudar alguém a perceber que não está sozinha e que precisa buscar ajuda”, destacou.
Um dos momentos mais marcantes da atividade aconteceu quando a técnica de enfermagem Bruna, servidora da unidade, compartilhou com as participantes uma experiência pessoal de relacionamento abusivo que vivenciou.
Ao falar sobre a própria história, a profissional mostrou que, por trás de uma rotina de trabalho e de cuidado com outras pessoas, também existem histórias de mulheres que precisaram encontrar forças para romper ciclos de violência.
O relato abriu espaço para que outras participantes também se sentissem encorajadas a falar. Aos poucos, mulheres que estavam na roda passaram a compartilhar suas próprias vivências, criando um ambiente de solidariedade e identificação.
Mais do que uma palestra, o encontro se transformou em uma roda de conversa, na qual histórias foram ouvidas sem julgamentos e experiências compartilhadas com o objetivo de fortalecer umas às outras.
Para a investigadora Sandra Elias Miranda de Campos, falar sobre violência é uma das principais ferramentas para que as mulheres consigam reconhecer situações de risco e saibam onde procurar ajuda.
“É muito importante levar informação para as mulheres, porque a violência nem sempre começa com uma agressão física. Muitas vezes, ela começa com o controle, com o isolamento, com a tentativa de decidir com quem a mulher pode conversar, como deve se vestir ou onde pode ir. Quando conseguimos falar sobre esses sinais e orientar, estamos ajudando essa mulher a reconhecer que aquilo não é normal e que ela não precisa permanecer em uma situação de violência”, explicou a investigadora.
Sandra também reforçou que o silêncio pode fortalecer o ciclo de violência e que a informação pode ser o primeiro passo para que uma mulher consiga pedir ajuda.
A iniciativa mostrou, ainda, a importância de aproximar as ações de prevenção e enfrentamento à violência dos serviços de saúde. As unidades são, muitas vezes, um dos primeiros lugares procurados pelas mulheres que enfrentam situações de violência, tornando os profissionais de saúde peças importantes na identificação, no acolhimento e na orientação dessas pacientes.
Para a equipe da Unidade de Saúde da Família do Água Limpa, a experiência deixou uma mensagem clara: quando uma mulher encontra espaço para falar, outra pode encontrar coragem para pedir ajuda.
A atividade encerrou o mês de agosto reforçando que combater a violência contra a mulher não significa apenas falar sobre agressões, mas também ensinar a reconhecer sinais, fortalecer redes de apoio e mostrar que nenhuma mulher precisa enfrentar sozinha um relacionamento abusivo, controlador ou violento.
Em meio a exames, consultas e atendimentos de rotina, a unidade abriu espaço para algo ainda mais essencial: ouvir.
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