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‘Prévia do PIB’ sobe 0,28% em abril, diz BC

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IBC-Br, medido pelo Banco Central, teve queda de 0,40% no mês anterior; apesar da alta, resultado acumulado no ano é de -0,14%

Da Redação

 

O IBC-Br, índice de atividade econômica do Banco Central subiu 0,28% em abril em relação a março, divulgou a instituição nesta sexta-feira. O indicador serve de termômetro da atividade econômica e é considerado uma prévia do PIB. No último mês, o indicador havia caído 0,40%. Apesar da alta em abril, o IBC-Br acumula baixa de 0,14% nos quatro primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2016.

O IBC-Br também é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país.  O índice incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Apesar de medir a atividade, o IBC-Br tem um cálculo diferente do PIB, que é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa a soma de todas as riquezas produzidas e é o índice oficial de atividade do país.Enquanto o IBC-Br é divulgado mensalmente, as informações do PIB são trimestrais.

O IBGE divulgou no início de junho que o PIB subiu 1% no primeiro trimestre do ano em relação ao trimestre anterior, a primeira alta após nove trimestres. Analistas, no entanto, apontam que a demanda interna ainda é baixa, o que põe dúvidas se a recuperação da atividade econômica realmente começou. A estimativa dos economistas do mercado financeiro é que o PIB encerre o ano com alta de 0,41%, segundo o último Boletim Focus.

 

 

 

Fonte: Veja

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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global

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O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.

A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Ibovespa

A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.

O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.

Petróleo

Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.

A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

Contexto global

O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.

No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.

*com informações da Reuters



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