Economia
Mesmo após acordo, protestos continuam: entenda a greve dos caminhoneiros
Economia
Paralisação atinge 596 trechos de rodovias seguem bloqueadas; veja repercussão
Da Redação
Apesar da proposta oferecida pelo governo e do acordo firmado com lideranças do movimento, a greve dos caminhoneiros continua obstruindo rodovias e gerando problemas de abastecimento em todo País.
O uso das Forças Armadas para desbloquear as estradas já foi autorizado pelo presidente Michel Temer e a Polícia Federal deverá investigar a possibilidade de locaute– participação dos patrões – na paralisação dos caminhoneiros, que entrou neste sábado, 26, no sexto dia.
Afinal, acabou a greve dos caminhoneiros?
Apesar do acordo proposto pelo governo federal ter sido aceito pela maior parte das 11 entidades presentes na reunião realizada na noite dessa quinta-feira, 24, os protestos dos caminhoneiros continuam acontecendo em todo o País.
O acesso ao porto de Santos, o maior e mais importante do País, segue bloqueado. Em São Paulo, os motoristas de vans escolares paralisaram suas atividades na manhã de sexta, 25, em apoio aos caminheiros. No mesmo dia, o prefeito Bruno Covas decretou estado de emergência na capital. Medida semelhante foi adotada por outros municípios do Estado.
Se houve acordo, por que há ainda caminhoneiros em greve?
Até mesmo os líderes dos caminheiros que assinaram o acordo com o Planalto não garantiram que as estradas seriam liberadas e o trabalho retomado.
“Assumimos o compromisso e vamos repassar ainda hoje, na íntegra, para todos eles. Mas é a categoria que vai analisar e é o entendimento deles é que vai dizer se isso foi suficiente ou não”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), Dilmar Bueno, após a reunião com o governo federal.
A explicação das entidades que coordenam o movimento é que a categoria é muito pulverizada e cada motorista funciona como uma “empresa”, o que dificulta o consenso das decisões tomadas pelos líderes.
Qual foi o acordo proposto pelo governo?
No acordo fechado com os líderes, o governo federal propôs o congelamento do preço do litro do diesel, para os próximos 30 dias, no valor de R$ 2,10.
A Petrobrás, no entanto, seguirá sua política de reajustar os preços na refinaria seguindo o mercado internacional e o câmbio. Passados 15 dias, se for fixado um preço superior aos R$ 2,10, a diferença será bancada pelo caixa da União.
A expectativa era que a greve dos caminhoneiros fosse suspensa por 15 dias. A realidade, no entanto, é que os protestos continuaram e a paralisação entrou no seu quinto dia.
O que os caminhoneiros querem exatamente?
A principal exigência é a redução de impostos sobre o diesel. Os caminhoneiros reivindicam a isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e que seja baixada para zero a alíquota de PIS/Pasep e Cofins.
Quais os reflexos ainda gerados pela greve?
Os reflexos, principalmente do desabastecimento de combustível, são diversos e sentidos em todo o País. Em São Paulo, 100% dos postos estão sem gasolina e etanol. A coleta de lixo na capital paulista foi suspensa. Neste fim de semana, as empresas de ônibus rodam com apenas 50% da frota.
A prefeitura de Campinas, terceira maior cidade do Estado, decretou situação de emergência pública, obrigando empresas que comercializam combustíveis a assegurar prioridade para atendimento de serviços públicos essenciais. Os efeitos da greve dos caminhoneiros também afetou o transporte coletivo em diversas cidades do interior.
Ao menos 11 universidades públicas suspenderam parcial ou totalmente as atividades acadêmicas e administrativas. O Exame da OAB, que deveria ser aplicado em todos os Estados brasileiros no domingo, 27, também foi suspenso.
Aeroportos também estão enfrentando dificuldades com a falta de abastecimento. Em Brasília, 40 voos foram cancelados neste sábado. Nos últimos dias, apenas dez caminhões chegaram ao aeroporto, todos sob escolta policial. Em média, o terminal recebe 20 caminhões por dia para abastecimento. Em todo o País, pelo menos doze terminais sofrem com desabastecimento.
Outra repercussão da greve dos caminhoneiros atingiu o valor de mercado da Petrobrás. Depois de Pedro Parente anunciar o congelamento e redução do preço do diesel em 10% para responder aos protestos, as ações da empresa fecharam na quinta-feira, 24, com recuo de 13,71% (PN) e 14,55% (ON). Com a queda, a Petrobras perdeu R$ 47,2 bilhões em valor de mercado em um só dia.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Felipe Rau/ Estadão
Economia
Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Amazonas
A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. 

Os hidrocarbonetos são obtidos principalmente do petróleo e do gás natural, servindo como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.
O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.
“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje [sexta-feira]. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
De acordo com a Petrobras, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha.
“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.
A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.
A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.
-
Cidades3 dias atrásPivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
-
Política4 dias atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho
-
Cidades3 dias atrásSinfra avança na compra de equipamentos para Aliança pela Água em VG, afirma Pivetta
-
Cidades2 dias atrás“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro
-
Política3 dias atrásSenado celebrará criação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial
-
Política3 dias atrásCMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
-
Política2 dias atrásApós acordo, redução de tributos sobre combustíveis vai à sanção
-
Política2 dias atrásMP visa combate à fome de populações afetadas por mudanças climáticas


Você precisa estar logado para postar um comentário Login