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Governo amplia folga de Orçamento para R$ 8,2 bi, mas só poderá gastar R$ 4,12 bi

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Liberação pôde ser feita devido ao cancelamento de R$ 4,296 bilhões em gastos obrigatórios; PEC de Teto de Gastos limita os gastos em 2018

 

Da Redação

O Ministério do Planejamento divulgou nesta sexta-feira, 21, o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do quarto bimestre, em que aponta que o País vai fechar o ano de 2018 com uma folga orçamentária de  R$ 8,224 bilhões. No entanto, devido à PEC do Teto de Gastos, vitrine do governo Temer, poderá ser gasta a metade desse montante, R$ 4,124 bilhões em despesas sujeitas ao teto de gastos do Orçamento de 2018.

O governo trabalha com o cumprimento da meta fiscal de déficit primário de até R$ 159 bilhões em 2018.

Gastos obrigatórios

A liberação pôde ser feita devido ao cancelamento de R$ 4,296 bilhões em gastos obrigatórios. O documento ainda não detalha para onde serão destinados esses recursos, mas o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse esta semana que a prioridade será a manutenção dos órgãos da administração pública.

Os cálculos da equipe econômica apontaram para uma folga de R$ 8,224 bilhões para cumprimento da meta fiscal de déficit primário de até R$ 159 bilhões neste ano. No entanto, a regra constitucional do teto de gastos impede que todo esse espaço seja usado para o pagamento de despesas primárias.

Com isso, restarão R$ 4,1 bilhões, que poderão ser usados para operações não sujeitas ao teto, como a capitalização de empresas estatais.

A Proposta de Emenda Constitucional 241, conhecida como PEC do Teto, limita o crescimento dos gastos públicos à inflação acumulada nos 12 meses até junho, segundo o IPCA. A exceção será 2017, quando a correção será de 7,2%, inflação prevista para todo o ano de 2016

O governo já indicou que está contando com o gasto desse espaço agora existente em relação ao teto de gastos. Isso porque o resultado primário projetado assume uma folga menor em relação à meta no fim do ano. Segundo o Planejamento, o déficit primário esperado nas contas do governo central (que inclui Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é de R$ 154,9 bilhões.

No setor público consolidado, que reúne também as contas de estatais, Estados e municípios, o déficit deve ficar em R$ 145,1 bilhões, segundo o Planejamento. A meta permite um rombo de R$ 161,3 bilhões. Ou seja, o resultado esperado será, se concretizado, R$ 16,2 bilhões melhor que a meta.

Mansueto aponta comportamento expressivo de aumento na arrecadação

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta sexta-feira, 21, que, apesar da estimativa de alta do PIB ter diminuído desde o começo do ano, tem havido um comportamento expressivo de aumento na arrecadação.

“No ano passado, tivemos sucessivas frustrações de receitas, que levaram até mesmo a uma revisão da meta fiscal. Neste ano, ao contrário, as receitas têm crescido muito além do esperado. Essa é uma notícia muito boa, porque a despesa já estava no teto, então esse aumento de receita vai para uma melhora do resultado fiscal, ou seja, para um déficit primário menor”, comparou.

O secretário de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, George Soares, explicou que, apesar do cancelamento de R$ 4,296 bilhões em despesas obrigatórias, nem todo esse valor pôde ser aumentado em despesas discricionárias porque parte desse gasto permaneceu sujeita ao teto de gasto. O governo anunciou hoje a liberação de R$ 4,124 bilhões do orçamento.

Soares citou ainda o recálculo das receitas com dividendos, com redução de R$ 826,4 milhões na previsão para este ano, sobretudo em função de mudanças regulatórias que atingiram as estatais do setor financeiro.

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

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A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. 

Os hidrocarbonetos são obtidos principalmente do petróleo e do gás natural, servindo como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.

O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.

“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje [sexta-feira]. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

De acordo com a Petrobras, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha. 

“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.

A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.

A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.



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