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Famílias afetadas por enchentes em MG precisam validar cadastro

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Famílias atingidas pelas chuvas em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, já podem avançar no processo para receber o Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 7,3 mil por família. A liberação do pagamento depende da validação das informações cadastrais no Portal do Cidadão.

A etapa deve ser realizada pelo responsável familiar indicado no cadastro feito pelas prefeituras. A confirmação dos dados é obrigatória e permite a continuidade do processo até o pagamento do benefício.

No portal, o cidadão pode conferir as informações enviadas, confirmar os dados e acompanhar o status do cadastro, verificando se foi aprovado ou se há pendências. A expectativa é que os primeiros pagamentos sejam realizados nos próximos dias, após o processamento das informações pela Caixa Econômica Federal.

Como confirmar os dados

Para concluir a validação, o responsável deve:

  • Acessar o Portal do Cidadão 
  • Fazer login com a conta Gov.br
  • Conferir os dados da família
  • Confirmar as informações no sistema

Após a confirmação, o pedido segue para análise e liberação do pagamento pela Caixa.

Atendimento e suporte

Em caso de dificuldades de acesso, como problemas com senha ou conta Gov.br, o cidadão pode utilizar o chat de atendimento disponível no Portal Gov.br, na opção “Auxílio Reconstrução MG”.

Se houver erros ou pendências no cadastro, é necessário procurar atendimento presencial no município. Em Juiz de Fora, o serviço é feito nas unidades do DIGA. Já em Ubá, o atendimento ocorre na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

Sobre o auxílio

O Auxílio Reconstrução é um benefício emergencial pago em parcela única para famílias que sofreram perdas materiais devido às chuvas. O valor pode ser usado livremente, inclusive para compra de móveis, eletrodomésticos ou materiais de construção.

O processo para liberação envolve três etapas: cadastro pelas prefeituras, análise das informações e validação pelo cidadão. O pagamento é feito pela Caixa em conta poupança social digital aberta automaticamente em nome do beneficiário.



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Dólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão global

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O dólar fechou em leve alta frente ao real, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos e o petróleo disparou quase 5% nesta sexta-feira (17), em um dia marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O pessimismo com empresas de inteligência artificial também influenciou as negociações em todo o planeta.

O avanço das cotações do petróleo amenizou as perdas da moeda brasileira e sustentou ações da Petrobras, mas foi insuficiente para impedir a queda da bolsa brasileira.

Principais números:

  • Dólar à vista: +0,24%, a R$ 5,111;
  • Ibovespa: -0,06%, aos 173.714,08 pontos;
  • Petróleo Brent: +4,59%, a US$ 88,10 o barril;
  • Petróleo WTI: +4,48%, a US$ 82,49 o barril.

Câmbio

O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda estadunidense diante das divisas de países emergentes em uma sessão dominada pela aversão ao risco. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda norte-americana.

A divisa chegou à máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou o dia cotada a R$ 5,111, com alta de R$ 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, com o dólar caindo 1% frente ao real em julho. Em 2026, a moeda acumula desvalorização de 6,88%.

Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. O avanço das cotações do petróleo beneficiou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão cambial. O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo plano para os investidores.

Mercado de ações

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, confirmando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta durante parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as ações ligadas ao consumo passaram a liderar as perdas.

O desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, limitou as perdas do principal índice da B3. Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas.

Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira medida pelo (IBC-Br) de maio e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando o movimento de migração para ativos com risco menor.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e o aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 4,48%, para US$ 82,49.

As duas referências acumulam valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de que a escalada do conflito provoque novos choques de oferta e mantenha elevada a pressão sobre os preços da energia, com potencial impacto sobre a inflação global e as expectativas para a política monetária das principais economias.

*Com informações da Reuters



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