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Ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn nega acusações em investigação

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Executivo está preso há uma semana por suspeita de irregularidades financeiras

Da Redação

O ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn, preso na segunda-feira da semana passada por suspeita de irregularidades financeiras, negou em depoimento as acusações feitas por autoridades japonesas. O executivo franco-brasileiro, que não falou publicamente, teria relatado a investigadores que não tinha intenção de subestimar sua remuneração em documentos financeiros, segundo informou a agencia de notícias japonesa NHK.

O executivo, que foi um dos responsáveis por costurar a aliança global entre Renault e Nissan, há quase 20 anos, é acusado de ter entregue documentos de renda com valores subestimados a autoridades japonesas. A investigação, que teve o auxílio da montadora, também relata suposto uso de recursos corporativos para fins pessoais. Promotores japoneses dizem que Ghosn teria escondido, entre 2010 e 2015, o equivalente a US$ 88 milhões.

O executivo, que orquestrou uma reestruturação da Renault e da Nissan, era um dos homens de negócio mais bem pagos do mundo: só no exercício de 2017, ele recebeu uma compensação de US$ 8,5 milhões da Renault e de US$ 6,5 milhões da Nissan. Conhecido como “Le Cost Killer” na França, reestruturou a Nissan com o fechamento de cinco fábricas e a demissão de mais de 20 mil funcionários.

Greg Kelly, ex-executivo da Nissan detido junto com Ghosn na segunda-feira passada, defendeu no sábado a compensação de Ghosn, segundo a NHK, dizendo que os valores foram discutidos com autoridades e os impostos propriamente quitados. 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,ex-presidente-da-nissan-carlos-ghosn-nega-acusacoes-em-investigacao,70002621630

Foto: Ludovic Marin/AFP

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Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

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A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. 

Os hidrocarbonetos são obtidos principalmente do petróleo e do gás natural, servindo como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.

O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.

“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje [sexta-feira]. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

De acordo com a Petrobras, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha. 

“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.

A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.

A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.



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