Economia
Bolsa cai com decepção com resultados financeiros e cautela com debate eleitoral
Economia
Da Redação
Uma mistura entre a decepção com alguns resultados financeiros divulgados por empresas importantes e o sentimento de cautela dos investidores em relação ao que está por vir no primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, nesta quinta-feira, 9, às 22h, fez com que a Bolsa de Valores operasse majoritariamente em terreno negativo durante o pregão do dia.
O índice com as principais ações negociadas no mercado, o Ibovespa, encerrou a sessão de negócios em baixa de 0,48%, aos 78.767,99 pontos. O giro financeiro, nome que se dá ao montante gerado pela compra e venda de papéis, ficou em R$ 10,13 bilhões.
O dólar à vista, utilizado por empresas em compra e venda de produtos com o mercado exterior, subiu 1,00% e atingiu seu maior valor em três semanas, cotado a R$ 3,8017.
A alta ocorreu em meio ao volume de negócios reduzido e foi conduzida por fatores externos. Lá fora, a moeda americana avançou ante outras divisas, com o Dollar Index (DXY), que compara o dólar com outras moedas fortes, atingindo seu maior patamar em mais de um ano.
Bolsa em queda
De acordo com especialistas em mercado acionário, a tensão com as eleições sempre existe, mas dizem que nesta quinta-feira os ativos estão sofrendo um pouco mais por causa de alguns resultados que vieram negativos.
De fato, contribuíram para a depreciação do índice a queda das ações da Suzano, que veio com prejuízo acima do previsto e ainda os papeis de Cosan e da Braskem que também foram influenciados por balanços mais fracos.
Limitou a queda o desempenho das ações de Banco do Brasil ON (2,97%) – por conta de um resultado considerado muito positivo – e a influência praticamente neutra do mercado acionário em Wall Street.
Em relatório, Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da corretora Nova Futura lembra que o Ibovespa abriu o dia em alta, subiu quase 700 pontos, mas, abruptamente, reverteu a alta.
A maior parte das ações passou a cair, levando o índice à vista a uma queda de mais de 1,0% em poucos minutos. O motivo, aparentemente, estava relacionado ao resultado da pesquisa eleitoral a ser divulgada pela corretora XP nesta sexta-feira, 10.
As atenções serão voltadas para o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio do Planalto, que será transmitido nesta noite pela TV Bandeirantes. Estarão presentes Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Pode), Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Cabo Daciolo (Patri). Preso em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu autorização da Justiça para participar.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Gabriela Biló/Estadão
Economia
Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Amazonas
A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. 

Os hidrocarbonetos são obtidos principalmente do petróleo e do gás natural, servindo como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.
O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.
“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje [sexta-feira]. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
De acordo com a Petrobras, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha.
“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.
A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.
A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.
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