Economia
Bolsa cai 2,6% e dólar fecha acima de R$ 3,73 com cenário exterior ruim
Economia
Da Redação
A cotação do dólar frente ao real fechou em alta nesta quarta-feira, 24, enquanto a Bolsa registrou queda acentuada, acompanhando o mau humor dos investidores em todo o mundo. A moeda americana fechou no mercado à vista a R$ 3,7382, em alta de 1%. Já o Ibovespa, principal índice de ações do País, terminou o dia aos 83.063,56 pontos, em queda de 2,62%.
Os motivos para o dia de reveses no mercado são a preocupação com a situação fiscal da Itália, com a saída do Reino Unido da União Europeia e com a Arábia Saudita, após o assassinato do jornalista na embaixada do país na Turquia.
O noticiário político continuou no radar das mesas de operação e causou pela manhã certo mal estar entre os agentes o aumento da rejeição de Jair Bolsonaro (PSL) na última pesquisa do Ibope, mas com as bolsas em Nova York em forte queda e a moeda americana em alta perante a maior parte das divisas dos países emergentes, o dia foi de pressão no real, que terminou a quarta-feira perto das máximas.
A sessão desta quarta-feira, 24, foi a segunda consecutiva em que o mercado externo mais avesso ao risco acabou ofuscando o otimismo do mercado com a possível vitória de Bolsonaro. Com o aumento da aversão ao risco, investidores estrangeiros buscaram proteção no dólar e agentes domésticos, como tesourarias e exportadores buscaram recompor posições compradas, destacam especialistas em câmbio.
O fato novo desta quarta-feira no mercado internacional foi o a tensão gerada pelo envio de pacotes suspeitos a lideranças democratas, como Barack Obama e Hillary Clinton, a duas semanas antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Além disso, persistem preocupações com a situação orçamentária da Itália, que corre o risco de ser rebaixada por mais agências de classificação de risco e indicadores recentes da zona do euro também ajudam, e preocupações com o crescimento da economia mundial, a medida que grandes empresas americanas divulgam resultados trimestrais, alguns abaixo do esperado, ressalta em relatório o estrategista de câmbio do Saxo Bank, Michael O’Neill.
“O cenário externo não está nada animador”, destaca o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello, que lembra ainda das recentes críticas de Donald Trump à estratégia de elevação dos juros Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Ele prevê que se nada de mais grave acontecer no cenário externo e o cenário eleitoral seguir como o mercado espera, com vitória de Bolsonaro, boa equipe econômica e detalhamento de agenda de reformas nas próximas semanas, o dólar pode terminar o ano na casa dos R$ 3,70 a R$ 3,80.
Mercado de ações
A forte migração dos investidores de ativos de risco para os mais conservadores derrubou as bolsas de valores de todo o mundo e não poupou o mercado brasileiro.
Os índices acionários de Nova York conduziram as sucessivas mínimas do Ibovespa na última hora de negócios, à medida em que investidores aumentaram seus posicionamentos de cautela ante uma série de incertezas que estão no radar. O ato terrorista cometido contra lideranças democratas, como Barack Obama e Bill e Hillary Clinton, duas semanas antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, elevou o clima de tensão que já se instalava por outras questões, como a política monetária dos Estados Unidos e o ritmo de crescimento da economia global.
Entre as 65 ações do Ibovespa, apenas 4 terminaram em alta, a maioria de empresas exportadoras, beneficiadas pela alta de 1% do dólar. Suzano ON subiu 2,46% e foi o maior ganho do índice. Por outro lado, empresas sensíveis ao risco internacional foram as que mais sofreram. Vale ON, por exemplo, tombou 4,09%, diante das quedas superiores a 5% registradas à tarde pelo índice de metais da bolsa de Nova York.
Para Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest, há grandes dúvidas sobre as perspectivas para a economia mundial e não se sabe qual o impacto para países emergentes. Ao mesmo tempo, diz, o mercado não sabe quais serão os primeiros passos do novo governo, que ao que as pesquisas indicam será de Jair Bolsonaro (PSL).
“Há muitas dúvidas e desafios para 2019. Lá fora temos briga comercial, crises na Europa, Brexit. Por aqui, não saberemos quais medidas serão tomadas e que apoio o novo governo terá no Congresso. Se o novo governo conseguir endereçar as medidas necessárias, é possível que o mercado brasileiro consiga avançar, apesar das questões externas”, disse.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://economia.estadao.com.br/noticias/mercados,bolsa-cai-e-dolar-sobe-em-quarta-feira-dificil-para-os-mercados-pelo-mundo,70002561611
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Economia
Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Amazonas
A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. 

Os hidrocarbonetos são obtidos principalmente do petróleo e do gás natural, servindo como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.
O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.
“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje [sexta-feira]. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
De acordo com a Petrobras, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha.
“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.
A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.
A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.
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