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Argentina terá mais US$ 7 bilhões do FMI

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No total, país sul-americano vai receber US$ 57 bi; neste ano, serão US$ 13,4 bilhões

 

Da Redação

O ministro de Economia da Argentina, Nicolás Dujovne, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, anunciaram nesta quarta-feira, 26, que o montante a ser recebido pelo país vizinho aumentou US$ 7 bilhões, totalizando US$ 57 bilhões. Além disso, Dujovne afirmou que o câmbio continuará a ser flexível, mas ressaltou que as autoridades argentinas não permitirão volatilidade excessiva, sugerindo intervenções pelo banco central quando houver grandes variações do dólar em relação ao peso.

“Neste novo acordo, o governo resolveu continuar com a implementação de um conjunto de políticas orientadas ao fortalecimento da economia argentina. A convergência mais rápida ao equilíbrio fiscal primário é um passo decisivo para a redução das necessidades de financiamento do governo, o que impulsionará a economia argentina”, afirmou Dujovne.

De acordo com ele, o montante que o FMI emprestará à Argentina este ano será de US$ 13,4 bilhões, ante US$ 6 bilhões previstos anteriormente. Já o valor previsto para 2019 é de US$ 22,8 bilhões.

Dujovne ainda comentou que a Argentina tem enfrentado uma jornada de volatilidade nos mercados financeiros nas últimas semanas. No entanto, ele garantiu que tem mantido o compromisso de assegurar câmbio flexível. “A estabilidade do peso não depende da política de intervenção, mas sim de uma política fiscal forte”, afirmou o ministro. Nesse sentido, ele comentou que o câmbio continuará flexível, embora grande volatilidade possa exigir intervenções.

Compromisso

Lagarde, presente na coletiva de imprensa, afirmou que o FMI está “completamente comprometido” em ajudar a Argentina e disse que o plano revisado será “fundamental para restabelecer a confiança no país”. Segundo ela, o dinheiro para a Argentina poderá ser usado para manter a seguridade social, mas apontou que o FMI está decidido a adotar um regime de taxa flutuante em acordo com a Argentina.

“O FMI nos respalda a darmos apoio para setores vulneráveis da economia”, disse Dujovne. Segundo ele, o déficit está “plenamente financiado por investimentos externos” e o país deu um passo “muito importante” na qualidade do gasto público.

Nova política

Enquanto isso, na Argentina, o novo presidente do Banco Central da República Argentina (BCRA), Guido Sandleris, anunciou a política monetária que a instituição adotará com objetivo de reduzir a inflação no país. Em coletiva, o dirigente afirmou que a autoridade monetária vai abandonar o regime de metas de inflação. “Vamos voltar a ele em algum momento, mas hoje precisamos adotar uma via mais potente.”

O novo regime anunciado por Sandleris é conhecido como âncora nominal, definido pelo banco central como uma restrição sobre o valor da moeda local, cujos objetivos são determinar o nível de preços e estabilizar as expectativas de inflação. A principal diferença em relação ao regime de metas, segundo o presidente do BCRA, é que não existe uma taxa definida para a inflação, mas sim o objetivo de reduzi-la.

A nova política monetária da instituição terá dois elementos centrais. “O primeiro é o estrito controle do crescimento da base monetária, enquanto o segundo se refere à limitação da zona de intervenção e não intervenção no câmbio”, afirmou. “A base monetária crescia cerca de 2% ao mês e agora não vai crescer, mas isso é necessário para recuperar a estabilidade.”

Já a zona de não intervenção, segundo o dirigente, se dará com o dólar cotado entre 34 e 44 pesos argentinos. Caso a moeda local se deprecie além do que deseja a instituição, o BCRA fará leilões diários de dólares. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo VICTOR REZENDE E FRANCINE DE LORENZO COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Foto: NICHOLAS KAMM/AFP

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Mil convocados no CNU 2025 podem escolher local de trabalho até terça

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Os aprovados para o cargo de analista técnico-administrativo da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado podem manifestar a preferência pelo local de lotação até as 23 horas e 59 minutos da próxima terça-feira (5), no horário de Brasília.

Esta semana, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou o edital de convocação de mais de mil candidatos no Diário Oficial da União.

O participante também foi convocado por e-mail no endereço eletrônico informado ao se inscrever no certame.

A pasta explica que a manifestação da preferência pelo local de trabalho se aplica somente aos candidatos convocados para o cargo de analista técnico-administrativo do CNU 2025. O procedimento não se estende aos demais cargos do concurso público realizado em outubro e dezembro do ano passado.

O candidato não é obrigado a preencher a lista de preferência de município. Se não o fizer, o Ministério da Gestão definirá a lotação, conforme interesse da administração pública federal.

Manifestação de preferência

A manifestação de preferência do local de exercício do serviço público deve ser feita pelo candidato nomeado exclusivamente no site SouGov.br do poder Executivo Federal ou por meio do aplicativo SouGov.br. O acesso deve ser feito com login e senha da conta da plataforma Gov.br, do governo federal.

Durante a manifestação de preferência no sistema, os candidatos poderão indicar suas opções de local de exercício entre as localidades disponíveis, em ordem de preferência.

O edital estabelece que a escolha feita será considerada como manifestação formal de aceitação, inclusive quando envolver cidades fora das capitais. Saiba mais aqui.

Prioridades na manifestação

Os servidores convocados poderão ser lotados em até 36 órgãos federais, com presença em diversas regiões do país, incluindo capitais e outros municípios considerados estratégicos.

Na distribuição dos candidatos, o MGI estabeleceu regras com base nos seguintes critérios de prioridade:

  • aprovados em vagas reservadas a pessoas com deficiência (PCD), independentemente da modalidade de concorrência em que tenham sido classificadas;
  • respeito à ordem de classificação no concurso público;
  • alternância entre listas de ampla concorrência e vagas reservadas, conforme previsto na legislação do processo seletivo.

Distribuição nacional

A definição final do local de exercício considera tanto as preferências indicadas pelos candidatos convocados quanto as demandas apresentadas pelos órgãos públicos, incluindo Brasília, capitais e outros municípios estratégicos.

A administração federal considera três fatores para organizar e decidir a lotação de cada candidato aprovado:

  • disponibilidade de vagas existentes nos órgãos públicos de cada localidade;
  • interesse dos candidatos;
  • ordem de classificação no certame.

O edital também estabelece que, nos casos de nomeação para Brasília ou capitais dos estados, não haverá possibilidade de recusa da vaga. Nessas situações, a não aceitação será considerada desistência, conforme a legislação aplicável.

Mas, para localidades fora de Brasília e das capitais, a administração não poderá designar o candidato para município que não tenha sido previamente escolhido por ele. Na prática, a medida assegura que a pessoa não trabalhará em um lugar que não tenha indicado, se esse for fora de Brasília e de capitais.

Carreira transversal

O cargo de analista técnico-administrativo, do bloco temático número 5 do CNU 2025, integra a carreira de analista técnico do poder Executivo (ATE), criada recentemente pelo MGI.

Essa carreira tem caráter transversal, o que permite a atuação profissional em diferentes órgãos da administração pública federal, de acordo com as necessidades institucionais.

O objetivo é fortalecer a atuação técnica do Estado brasileiro.



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