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A vez do povo

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O que mais vai aparecer nos próximos dias, são pessoas cheias de boas intenções, te chamando de amigo, companheiro, até pelo nome, mas como foram os últimos anos, para aqueles que já estavam exercendo mandato, quando você o procurou, foi atendido, não mandou esperar por horas, nem voltar amanhã, na semana que vem, no mês seguinte, atendeu as chamadas no telefone, respondeu as mensagens? Agora chegou a sua vez, o povo é quem manda, agora o seu voto tem valor para eles, não coloque preço, faça valer sua vantagem, escolham pessoas que já fez, e está fazendo, do contrário, não irá fazer, prometer, isso qualquer um faz, até papagaio fala né. Prestem atenção naqueles que oferecerem vantagem de mais, a “Chapeuzinho Vermelho”, quase virou comida do lobo, achando que ele era tão bom quanto uma vovozinha.

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Entre coincidências e ironias: quando adversários dividem mais do que divergências

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A política é, por natureza, o campo das diferenças. Ideias opostas, projetos distintos e, muitas vezes, rivalidades que marcam trajetórias inteiras. Mas, vez ou outra, a própria vida trata de embaralhar essas linhas e apresentar coincidências que desafiam a lógica dos embates públicos.

É o caso de dois conhecidos personagens da política de Cuiabá e de Mato Grosso: um agora ex-governador e o outro ex-prefeito da capital. Rivais em momentos distintos, ambos passam a compartilhar uma curiosidade que chama atenção — nasceram no mesmo dia, 12 de abril.

A data, que deveria ser apenas um marco pessoal, ganha contornos simbólicos quando une, ainda que involuntariamente, figuras que já estiveram em lados opostos. É o tipo de coincidência que a política não explica, mas que o cotidiano insiste em revelar.

E há mais. Para além da coincidência no calendário, existe também uma afinidade curiosa nos momentos de descontração. Ambos apreciam a mesma “gelada”, a popular “Kriptonita”, apelido atribuído à Heineken entre amigos e bastidores.

Pode parecer detalhe irrelevante diante da magnitude das decisões públicas que ambos já tomaram. Mas são justamente esses pequenos pontos em comum que humanizam figuras públicas frequentemente vistas apenas sob o prisma da disputa.

No fim, a coincidência serve como lembrete de que, por trás dos cargos, discursos e embates, existem pessoas com histórias que, em alguns aspectos, se cruzam. E, se a política separa, a vida, vez ou outra, se encarrega de aproximar — nem que seja por uma simples data no calendário ou por um brinde em comum.

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