Cidades
Virose gástrica aumenta demanda pediátrica e causa superlotação em unidades de saúde 24h
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Nas últimas 24 horas, foram atendidas cerca de 229 crianças no pronto atendimento infantil do HPSVG. Principais sintomas relatados são diarreia, vômito, febre, cólicas e fraqueza
Uma virose gástrica tem preocupado pais e sobrecarregado o atendimento pediátrico no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSVG) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nos últimos dias. Nas últimas 24 horas, foram atendidas cerca de 229 crianças no pronto atendimento infantil do HPSVG. Só para se ter uma ideia, no período da manhã, foram registrados 108 atendimentos pediátricos. Já no período da noite, outras 121 crianças passaram pela unidade. Em um dos plantões, um único médico chegou a atender 68 pacientes em uma manhã. Esse quantitativo explica a demora no atendimento.
Desde a última quinta-feira, 12, a ala pediátrica do HPSVG registra aumento significativo na procura por atendimentos de crianças com sintomas como diarreia, vômito, febre, cólicas e fraqueza.
Nas últimas 24 horas, foram atendidas cerca de 229 crianças no pronto atendimento infantil do HPSVG. Só para se ter uma ideia, no período da manhã, foram registrados 108 atendimentos pediátricos. Já no período da noite, outras 121 crianças passaram pela unidade. Em um dos plantões, um único médico chegou a atender 68 pacientes em uma manhã. Esse quantitativo explica a demora no atendimento.
O cenário reflete um período sazonal típico, em que viroses intestinais tendem a circular com mais intensidade, principalmente entre crianças, que são mais vulneráveis à desidratação.
Apesar da alta demanda, as unidades seguem operando, priorizando os casos mais graves. Pacientes classificados como vermelho, laranja e amarelo — considerados de urgência e emergência — têm prioridade, enquanto os casos leves também são assistidos, mas podem enfrentar maior tempo de espera.
A subsecretária municipal de Saúde, Érika Carvalho, reforça que toda a rede está mobilizada para atender à população, mas orienta os pais a procurarem, sempre que possível, a atenção básica nos primeiros sinais da doença.
“O ideal é que, ao perceber os primeiros sintomas, os pais levem a criança à unidade básica de saúde mais próxima. Esses locais estão preparados para fazer o primeiro atendimento e acompanhamento dos casos mais leves”, destacou.
As unidades básicas de saúde funcionam em horário comercial, das 7h30 às 17h, e são a porta de entrada preferencial para esse tipo de atendimento. A recomendação é que os prontos-socorros sejam buscados em situações de agravamento do quadro ou quando não houver melhora após o atendimento inicial.
CUIDADOS – O médico Romeu Gomes da Costa, pediatra plantonista do HPSVG, alerta para os cuidados essenciais durante esse período. “A principal preocupação é com a desidratação, sendo fundamental manter a ingestão de líquidos, oferecer alimentação leve e observar sinais de alerta, como prostração intensa, recusa de líquidos e diminuição da urina”, frisa.
A alta procura não se restringe ao pronto-socorro. Outras unidades de pronto atendimento do Município, como as UPAs do Ipase, Cristo Rei e demais regiões, também registram aumento expressivo de pacientes com sintomas de viroses. Diante do cenário, as equipes têm atuado em força-tarefa para dar celeridade aos atendimentos, tanto de crianças quanto de adultos.
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Prefeitura apresenta projeto da Casa do Autista a especialistas em reunião institucional no Fórum
A Prefeitura de Cuiabá apresentou, nesta quarta-feira (15), o projeto da Casa do Autista ao neurologista da infância e adolescência Dr. Thiago Gusmão e ao psicólogo Marcelo Zanotti da Silva, durante reunião institucional realizada no Fórum de Cuiabá. O encontro ocorreu na diretoria do Fórum e contou com a presença da vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, e da primeira-dama Samantha Iris.
A reunião foi articulada para aproveitar a presença dos especialistas na capital, onde participam como palestrantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”. A apresentação do projeto não integrou a programação do evento, tratando-se de uma agenda institucional entre o Tribunal de Justiça e a Prefeitura.
Durante o encontro, os convidados conheceram os detalhes da estrutura que será implantada no prédio do antigo Colégio Estadual Nilo Póvoas, no bairro Bandeirantes. O espaço foi planejado para abrigar 48 ambientes, incluindo salas de arteterapia, musicoterapia, fisioterapia e integração sensorial, além de quadra poliesportiva, jardim sensorial e uma mini cidade voltada ao treino de autonomia.
A estrutura contará com acessibilidade, recepção, estacionamento próprio, áreas de tecnologia e saúde, além de espaços de acolhimento às famílias, como salas de apoio coletivo e individualizado, pátio recreativo, refeitório e sala para associações. A proposta é que o complexo se torne referência nacional no atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Dr. Thiago Gusmão classificou a iniciativa como pioneira. “Eu rodo o Brasil todo e é um projeto pioneiro. Temos iniciativas em outros municípios, mas essa casa é muito maior, com um espaço integrado e multidisciplinar. Para quem lida com o Transtorno do Espectro Autista todos os dias, dando palestras e promovendo inclusão, ver um projeto que envolve Judiciário, Legislativo, área médica e terapêutica é algo louvável”, afirmou.
O neurologista também apresentou sugestões e destacou que a dimensão e a complexidade dos serviços concentrados em um único espaço representam um diferencial. “Podemos percorrer estados e prefeituras que não vamos encontrar um projeto grandioso como esse. Quando pensamos na realidade do SUS, em que muitas vezes é difícil ter acesso a fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional e sala de integração sensorial, um espaço desse porte tem impacto muito grande para as famílias”, ressaltou.
Também fizeram contribuições a advogada e secretária-geral da OAB-MT, Mayara Rosa, a servidora do TJMT Jane Barbosa e a juíza Hanae Yamamura, que propôs a inclusão de um Ponto de Inclusão Digital com totem para consulta de processos judiciais.
Durante a reunião, a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho reforçou o compromisso do Judiciário com a proposta e revelou o convite feito ao especialista. “Já o convidei para capacitar a equipe multidisciplinar do Tribunal, para que possamos multiplicar esse conhecimento. E ele já aceitou”, afirmou.
A primeira-dama Samantha Iris destacou a importância do diálogo institucional para o aprimoramento do projeto. “Sou muito grata por ter a oportunidade de apresentar, mais uma vez, o projeto da Casa do Autista. Nossa esperança é contar com esse aval tão importante para que ele avance. Sabemos que ainda temos muito a avançar. Sozinhos não estamos conseguindo. Precisamos do apoio do Poder Judiciário, que lida diariamente com essas demandas”, declarou.
A diretora do Centro Amar, Claudiane Branco, também participou da agenda. Enquanto a Casa do Autista não é concluída, a administração municipal mantém o Centro Amar como alternativa para oferecer atendimento multidisciplinar aos estudantes da rede pública que necessitam de avaliação e acompanhamento, com atenção especial às demandas relacionadas ao autismo.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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