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Operação tapa-buraco atende demandas em 5 regiões de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, realizou nesta terça-feira (13) a operação tapa-buracos em cinco regiões da capital. As equipes executaram serviços na Avenida São Sebastião, no cruzamento com a Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, na área central, além do Loteamento Jardim Aroeira, Distrito Industrial, bairro São José, entre outros pontos.

Em alguns locais, a ação terá continuidade na quarta-feira (14), assim como a inclusão de novas rotas de trabalho. Ao longo da semana, outros bairros também serão atendidos, ampliando o número de buracos eliminados. Somente na primeira semana do ano, foram tapados cerca de 3.500 buracos, que se somam aos mais de 80 mil já contabilizados em 2025.

No Jardim Aroeira, a Avenida Jonas Pinheiro está sendo beneficiada pela operação, trazendo impactos positivos para os moradores. “Moro aqui há mais de 20 anos, e essa avenida é muito movimentada, com fluxo intenso de caminhões, ônibus do transporte coletivo e outros veículos. Constantemente há necessidade dessas intervenções. Graças a Deus, está ficando em boas condições. Só tenho a agradecer à gestão por esse olhar com os moradores”, declarou Vilma Auxiliadora da Silva.

Na Avenida São Sebastião, o serviço exigiu atenção redobrada dos motoristas, que precisaram reduzir a velocidade devido à presença de trabalhadores na pista. Por se tratar de uma intervenção rápida e sem comprometimento significativo do tráfego, não houve bloqueio total da via.

Já no Distrito Industrial, a Avenida Alameda recebeu o reparo de aproximadamente dez buracos, incluindo um de grande porte, formado recentemente em razão das chuvas e do tráfego intenso de caminhões, conforme relataram funcionários de empresas da região. “O buraco chegou a causar desentendimentos entre motoristas nesta semana, quando ficou coberto pela água da chuva e um condutor passou por ele, respingando água suja em outro veículo. Foi uma situação tensa”, relatou um trabalhador que presenciou o ocorrido.

A operação na Avenida Alameda terá continuidade para finalização na quarta-feira (14).

No bairro São José, na região do Coxipó, a Avenida Rio Branco também foi atendida pela operação tapa-buracos. Apesar da frequência das ações na região, novos danos surgem em diferentes trechos da via devido ao intenso fluxo de veículos. A equipe retornará na quarta-feira (14) para concluir os reparos em toda a extensão da avenida.

Vários buracos também foram solucionados na Avenida das Torres.

“O nosso compromisso é garantir mais segurança, mobilidade e qualidade de vida para a população, conforme determinado pelo prefeito Abilio Brunini. Conforme as ações vão avançando, novos locais serão atendidos”, destacou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Por trás dos vidros: o cuidado diário que transforma o Aquário Municipal

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Mais do que um ponto turístico querido pelos cuiabanos e visitantes, o Aquário Municipal Justino Malheiros é um espaço vivo, onde ciência, educação ambiental e sensibilidade caminham juntas. Integrado ao Complexo Biocultural do Porto e com acesso totalmente gratuito, o aquário revela ao público a riqueza dos rios e biomas de Mato Grosso, Amazônia, Pantanal e Cerrado, ao mesmo tempo em que desenvolve, longe dos olhares apressados, uma rotina técnica rigorosa voltada exclusivamente ao bem-estar animal.

Quem conduz esse trabalho é o médico-veterinário Udson Rogério Garcia Junior e o biólogo Matheus Augusto dos Santos Lima, que atuam no local desde a reinauguração do espaço. Em linguagem clara e didática, ele faz questão de traduzir o que acontece diariamente “por trás dos vidros”, mostrando que cada detalhe importa quando o objetivo é oferecer qualidade de vida aos peixes e uma experiência educativa completa aos visitantes.

Cuidado diário

Todos os dias, antes mesmo da abertura ao público, a equipe do aquário realiza um verdadeiro “check-in” de saúde dos animais. O procedimento inclui observação comportamental dos peixes, inspeção minuciosa dos sistemas de suporte à vida, como bombas de circulação, filtragem pressurizada, aeração e cenografia, e análises químicas da água.

Essas análises medem parâmetros essenciais, como pH, amônia, nitrito, dureza em carbono e dureza total, indicadores fundamentais para garantir um ambiente seguro e estável. “A água é o ambiente de vida do peixe. Qualquer alteração reflete diretamente na saúde dele”, explica Udson. Por isso, o monitoramento é constante e preventivo, evitando problemas antes mesmo que eles apareçam.

O resultado desse manejo técnico é expressivo: o aquário mantém índices de perda inferiores a 5% em mais de um ano, sendo a maioria por causas naturais. Em meses como dezembro e janeiro, não houve qualquer ocorrência negativa, reflexo do trabalho integrado entre veterinária e biologia, desenvolvido em parceria com o biólogo Mateus.

Água limpa

Manter cerca de 360 mil litros de água, distribuídos em 22 recintos, em perfeitas condições exige um esforço coletivo e altamente especializado. Um dos procedimentos centrais são as Trocas Parciais de Água (TPAs), nas quais até 30% do volume total é renovado periodicamente.

Esse processo conta com o apoio da equipe de mergulho, responsável pela aspiração do fundo dos tanques. A retirada da matéria orgânica acumulada evita a decomposição e o aumento de substâncias tóxicas, como amônia, nitrito e nitrato, que podem comprometer a saúde dos peixes. Além disso, os mergulhadores realizam a limpeza da cenografia, paredes e divisores, garantindo não apenas um visual agradável ao público, mas, principalmente, um ambiente biologicamente equilibrado.

Cada conjunto de tanques opera sob seis sistemas de filtragem independentes, o que permite ajustar o tratamento da água conforme a litragem e as necessidades específicas de cada espécie. “Essa divisão é fundamental para respeitar as particularidades dos peixes”, ressalta o veterinário.

Alimentação

Outro pilar essencial do cuidado diário é a nutrição. Todos os peixes do Aquário Municipal recebem rações específicas, formuladas de acordo com seus hábitos alimentares naturais. Espécies carnívoras consomem dietas com maior teor de proteína, enquanto os onívoros recebem uma alimentação balanceada, que respeita suas características.

Udson exemplifica: a piraputanga, embora onívora, tem forte tendência herbívora e se alimenta naturalmente de insetos e frutas; o piau, por sua vez, exige uma carga proteica mais elevada. Já o abotoado, peixe de hábitos noturnos e detritívoro, que se alimenta no fundo do rio, recebe uma dieta que combina proteínas e matéria vegetal. “Alimentar corretamente é uma forma de reduzir o estresse, fortalecer a imunidade e garantir longevidade”, explica.

O Aquário Municipal também segue rigorosamente a legislação ambiental. Todos os peixes atuais vieram da mesma piscicultura e foram adaptados simultaneamente no final de 2024. O espaço não aceita doações de animais feitas por populares, justamente para evitar riscos sanitários e ambientais.

Para integrar o acervo, todo peixe precisa ter documentação legal, como a Guia de Transporte Animal (GTA), e muitos são microchipados, o que permite controle e rastreabilidade. Além disso, novos animais passam obrigatoriamente por um período de quarentena de 15 a 40 dias antes de serem introduzidos nos tanques principais, garantindo segurança para todo o conjunto.

A rotina do aquário busca reproduzir, o máximo possível, as condições naturais. Isso inclui a iluminação, que segue o ciclo do dia. Atualmente, as luzes permanecem acesas entre 7h30 e 18h, oferecendo de 10 a 12 horas de luminosidade, conforme a época do ano.

“Mesmo sem pálpebras, os peixes precisam de descanso”, explica Udson. O cuidado é ainda maior com espécies noturnas, como o armado, que mantêm seus hábitos naturais de movimentação no escuro ou no fim do dia. O período de luz, levemente menor que o da natureza, foi definido como ideal para garantir o equilíbrio e o bem-estar dos animais.

Orientações ao público

Parte fundamental do trabalho educativo do Aquário Municipal é orientar os visitantes sobre como se comportar durante a visitação. Udson destaca três regras simples, mas essenciais:

Manter o máximo de silêncio possível, já que a água propaga ondas sonoras com facilidade, causando estresse aos peixes;
Nunca tocar ou bater nos vidros, pois vibrações e impactos afetam diretamente os animais;
Jamais utilizar o flash das câmeras, uma vez que os peixes não possuem pálpebras e a luz intensa representa uma agressão direta ao seu bem-estar.

“Quando o visitante entende que está diante de seres vivos, a experiência muda. O aquário deixa de ser apenas lazer e se transforma em aprendizado e respeito”, pontua o veterinário.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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