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Comissão de Meio Ambiente cobra instalação de ecopontos e visita à balsa de coleta de lixo no rio Cuiabá

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A Comissão de Meio Ambiente e Urbanismo (CMAU) da Câmara Municipal de Cuiabá realizou, nesta terça-feira (11), mais uma reunião ordinária para discutir ações voltadas à preservação ambiental e à melhoria da gestão de resíduos na capital. Participaram do encontro a presidente da comissão, vereadora Dra. Mara (Podemos), o vice-presidente, vereador Mário Nadaf (PV), e a membro titular, vereadora Maria Avalone (PSDB).

Durante a reunião, os parlamentares cobraram avanços na implantação e no funcionamento dos ecopontos no município, com atenção especial ao descarte do chamado “resíduo verde”, composto principalmente por restos de poda, folhas e materiais provenientes de serviços de jardinagem. Segundo os vereadores, a falta de locais adequados para esse tipo de descarte tem gerado acúmulo irregular de resíduos em diversos bairros da capital.

A cobrança da comissão ocorre em razão da Lei nº 7.260/2025 de autoria do vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), aprovada pela Câmara Municipal e sancionada no ano passado, que prevê a implantação de ecopontos para o recebimento adequado de diferentes tipos de resíduos.

Os membros da comissão destacaram a importância da efetiva implementação da legislação para garantir que a população tenha locais apropriados para destinar esses materiais, contribuindo para a limpeza urbana, evitando descartes irregulares e fortalecendo as políticas ambientais do município.

Outro encaminhamento definido pelos integrantes da CMAU foi a realização da próxima reunião da comissão de forma “in loco”, na balsa responsável pela coleta de resíduos no rio Cuiabá.

A visita técnica permitirá aos parlamentares acompanharde perto o funcionamento do serviço, avaliar as condições da operação e discutir possíveis melhorias para fortalecer as ações de limpeza e conservação do rio Cuiabá.



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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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