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EXCLUSIVO: Empreendimentos do Grupo Ginco colocam em risco meio ambiente em Chapada dos Guimarães e na Passagem da Conceição

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Condomínio “Florais da Chapada” foi embargado por iniciativa do Ministério Público Estadual por agredir região de nascente do rio Coxipó; já o “Parque das Águas” ameaça poluir o Cuiabá, pouco abaixo da estação onde é captada a água que abastece a população da capital

 

Especial para o Mato Grosso: Aroldo Assunção

 

Cerca de dois quilômetros a jusante da estação de captação onde é coletada a água que abastece toda a população da capital mato-grossense, na região do Sucuri em Cuiabá – Passagem da Conceição na outra margem do rio -, as saídas de esgoto do Condomínio “Parque das Águas”, empreendimento do Grupo Ginco, do lado da Várzea Grande, e de uma ocupação urbana, do lado cuiabano, colocam em risco o pouco que ainda há de água limpa nos aproximados dezoito quilômetros que o rio percorre na zona metropolitana da chamada “Grande Cuiabá”.

Conforme informações apuradas pela reportagem, o empreendimento da incorporadora na região da Passagem da Conceição, embora o Grupo Ginco já coloque os terrenos à venda para construção imediata – cerca de trinta moradias já foram erguidas, com algumas famílias já morando no local -, a infra-estrutura não iria além da iluminação pública e asfalto exibidos nas propagandas, faltando ainda o principal, sistema para tratamento de efluentes, sem o qual, todo o esgoto do condomínio cairá ‘in natura’ no já tão maltratado rio que empresta o nome à capital.

E não é só.

A incorporadora – assim como a empreiteira Leão Marcondes, que executou as obras – também pode ser responsabilizada pelo aterramento de “olhos d’água” que não secavam nem na mais alta estiagem, assim como por alterar a drenagem natural do ecossistema ribeirinho, com a secagem total de uma vasta região de várzea antes alagadiça por quase todo o ano, habitat de capivaras, jacarés e outros animais. Sem contar vasta área de cerrado devastada por conta do empreendimento.

Além disso tudo, a fim de forçar os frequentadores da “Chácara do Amorzinho” – estabelecimento comercial à beira-rio que lota nos fins de semana – passar por dentro do condomínio e, claro, frente ao escritório de vendas da incorporadora, o Grupo Ginco simplesmente fechou uma antiga estrada que serve aos chacareiros residentes nos fundos do famigerado empreendimento, razão pela qual deve responder judicialmente.

E de lambuja, a incorporadora ainda deixou o canteiro de obras abandonado com tanques cheios de produtos químicos – meses atrás um deles vazou óleo no cerrado adentro, que a chuva certamente levou para o rio.

Assim como  o alojamento, que está |às moscas – e já, já, vira “cafofo de noiado” para ajudar um pouco na segurança nossa de cada dia.

 

FLORAIS DA CHAPADA

 

O promotor de justiça de Chapada dos Guimarães, Leandro Volochko, expediu uma notificação recomendatória à Gincopaladio Incorporações, para que desista da implantação do condomínio Florais de Chapada no município.

Para o promotor, a “ocupação da área é desfavorável, tanto urbana como ambientalmente”. Além disso, no documento o promotor pede a suspensão de “toda e qualquer forma de publicidade de venda de lotes”.

A determinação tem como fundamento um inquérito civil instaurado ainda no mês de maio, quando o MPE determinou o acompanhamento das etapas de licenciamento e autorização para a ocupação do solo e pretendia apurar eventuais danos ambientais e urbanísticos.

De acordo com notificação recomendatória, foi realizada uma perícia técnica para indicar as áreas de urbanização, que podem ser ocupadas sem prejudicar o meio ambiente.

Na perícia, é apontado que o local da construção do condomínio é “não favorável à ocupação, destinada à preservação, limitando-se ao uso eventual”. Isto porque a área do empreendimento apresenta importância múltipla para os municípios de Chapada dos Guimarães e Cuiabá, sendo urbanístico, biológico, turístico e social.

Ao todo, o projeto do condomínio prevê uma área total 30 hectares com 434 lotes e está inserido da Área de Proteção Ambiental (APA) do município e nas proximidades do Parque Nacional (6 km) e do Parque Natural Municipal da Cabeceira do Rio Coxipozinho (1,5 km).

Além disso, o empreendimento estaria distante menos de 100 metros das nascentes do rio Coxipó que dá origem à Cachoeira Véu de Noiva, o que contraria a determinação do Plano Diretor do Município.

“Nenhum empreendimento imobiliário pode ser instalado em área incompatível ou não favorável ao uso do solo e sem as devidas licenças e estudos de impacto ambiental pertinentes”, afirma.

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Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação

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Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.

O gestor de capacitação e avaliação do Nupemec, Carlos Campelo é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos e barba grisalha, veste camisa polo escura. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.

“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.

A diretora do Daje, Shusiene Machado, é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, veste blazer cinza sobre blusa da mesma tonalidade e usa colar com pingente em formato de cruz. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.

“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.

Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.

Ana Tereza Pereira Meira, instrutora de mediação e justiça restaurativa, é um mulher de pele clara, cabelos longos castanho-claros, veste blusa sem mangas em tom claro com detalhes escuros e usa brincos discretos. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.

O gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos, veste camisa social amarela de mangas longas. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.

O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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